Petróleo cede quase 2% após três sessões de alta, mas se mantém acima de US$ 105

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Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira, 13 de maio de 2026, em queda, interrompendo uma sequência de três sessões positivas, ainda que os preços permaneçam acima de US$ 105 por barril.

No mercado londrino, o Brent para entrega em julho recuou 1,98%, fechando a US$ 105,63 na Intercontinental Exchange (ICE). Durante a sessão, a cotação tocou a máxima intradiária de US$ 108,28.

Em Nova York, o West Texas Intermediate (WTI) para junho baixou 1,13% e terminou o dia a US$ 101,02 na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Fatores de pressão no mercado

O recuo ocorreu em meio à expectativa de uma correção técnica após as recentes valorizações. Mesmo assim, o impasse no conflito no Oriente Médio, somado à viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China para encontro com o líder Xi Jinping, manteve a tensão nos mercados.

Analistas destacam que eventuais escaladas nas tensões com o Irã podem devolver fôlego aos preços. Para Konstantinos Chrysikos, da Kudotrade, há espaço para novas altas caso a situação se agrave.

Alex Kuptsikevich, da FxPro, atribui a contenção das cotações a estoques globais elevados — principalmente na China —, ao aumento das exportações dos EUA e a rotas alternativas de transporte adotadas por produtores do Golfo.

Previsões de demanda e oferta

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) sua projeção de crescimento da demanda global em 2026. Já a Agência Internacional de Energia (AIE) passou a estimar queda de 420 mil bpd no consumo mundial este ano, ante recuo de 80 mil bpd previsto anteriormente.

Segundo a AIE, o fornecimento pode continuar restrito por vários meses, mesmo com a retomada da navegação no Estreito de Ormuz.

Estoques nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo diminuíram 4,306 milhões de barris na última semana, retração superior às expectativas do mercado, contribuindo para limitar maiores perdas nas cotações.

Com informações de Money Times

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