Ibovespa recua 0,79% com pressão de Vale; dólar fecha a R$ 5,14

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O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira (8) em baixa de 0,79%, aos 170.653,45 pontos, acompanhado o clima de cautela nos mercados globais após novas tensões militares entre Estados Unidos e Irã.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,09% e terminou cotado a R$ 5,1484.

Quadro doméstico

No Brasil, investidores monitoraram a articulação do governo federal e do Congresso para liberar mais R$ 2,5 bilhões fora do teto de gastos, destinados a recompor investimentos da Defesa. O projeto de urgência foi aprovado ontem (7) na Câmara, mas ainda não há data para votação em plenário.

Desempenho das ações

A ponta negativa do índice foi puxada por ações cíclicas, em especial do setor de construção. Cury (CURY3) liderou as perdas, recuando 7,85% e fechando a R$ 31,33 após divulgar prévia operacional considerada ligeiramente abaixo das expectativas.

Vale (VALE3), com peso de 11% na carteira do Ibovespa, caiu 4,59%, a R$ 72,70, depois de ter a recomendação rebaixada para neutra pelo Morgan Stanley, que revisou para baixo suas projeções para o minério de ferro.

No setor financeiro, o Índice Financeiro (IFNC) recuou 0,80%. Itaú (ITUB4), que responde por cerca de 8% do Ibovespa, perdeu 1,27% e encerrou a R$ 41,89.

Na contramão, as petroleiras lideraram os ganhos com a valorização do petróleo. O Brent para o contrato mais líquido subiu 5,20%, para US$ 78,02 o barril, o maior nível desde 22 de junho. PetroReconcavo (RECV3) avançou 6,04%, a R$ 10,18. Entre as blue chips, Petrobras ON (PETR3) ganhou 2,79%, a R$ 44,16, e Petrobras PN (PETR4) subiu 3,15%, a R$ 39,65.

Mercados externos

Em Wall Street, o movimento foi misto: Dow Jones recuou 1,09% (52.348,39 pontos), S&P 500 cedeu 0,28% (7.482,71 pontos) e Nasdaq avançou 0,20% (25.870,652 pontos).

Na Europa, o Stoxx 600 caiu 1,61%, fechando a 635,91 pontos, também refletindo preocupações geopolíticas. Na Ásia, resultados divergiram: Nikkei recuou 2,11% (66.819,05 pontos) enquanto o Hang Seng subiu 2,99% (24.199,46 pontos).

Bancos, Vale e Petrobras representam cerca de 50% da carteira teórica do Ibovespa, fator que reforçou a influência de seus desempenhos no resultado final do dia.

Com informações de Money Times</p

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