São Paulo, 8 de julho de 2026 – Os contratos futuros de cacau negociados na ICE Futures Europe avançaram 5,3% nesta quarta-feira, fechando a 4.493 libras por tonelada, após tocarem 4.613 libras, o nível mais alto em sete meses. A valorização ocorre em meio à preocupação de que um El Niño classificado como forte — e que pode ser elevado para “muito forte” pela agência meteorológica das Nações Unidas — reduza a oferta global do produto.
Segundo operadores, a maior parte da safra da Costa do Marfim, principal produtor mundial, já foi comercializada, o que limita a pressão vendedora no curto prazo.
Desempenho em Nova York
Na ICE de Nova York, o cacau subiu 5,1% e encerrou a sessão a US$ 6.052 por tonelada, depois de alcançar US$ 6.224, pico de seis meses. Em 2024, os preços quase triplicaram quando um El Niño moderado a forte afetou as lavouras da África Ocidental.
Açúcar acompanha petróleo
O açúcar bruto (contrato outubro) ficou praticamente estável a 15,11 centavos de dólar por libra-peso, mas atingiu 15,39 centavos no intradia, máxima em quase dois meses. Para o analista Michael McDougall, a commodity tende a ganhar força caso os preços do petróleo avancem, já que valores maiores de energia estimulam a produção de etanol de cana e reduzem a disponibilidade de açúcar.
No Brasil, a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que poderia aprovar aumento na mistura de etanol foi novamente adiada, sem nova data definida.
A corretora Czarnikow projeta déficit global de 600 mil toneladas de açúcar na temporada 2026/27. O açúcar branco subiu 1%, para US$ 480,60 por tonelada.
Café devolve ganhos recentes
O café arábica recuou 2,5%, para US$ 3,098 por libra-peso, após queda de 9% na véspera. Corretores atribuem o movimento à entrada de produtores brasileiros no mercado, aproveitando a colheita recorde e a estabilização dos preços. O robusta caiu 3,4%, encerrando a US$ 3.741 por tonelada.
Com informações de Money Times