O mercado financeiro norte-americano voltou a projetar elevação da taxa básica de juros na reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), após ter indicado cortes para o fim de 2026 e início de 2027. A avaliação é de Rodrigo Alvarenga, sócio da One Investimentos.
Alvarenga ressalta, porém, que a probabilidade efetiva de aumento é limitada. Segundo ele, o presidente do banco central dos Estados Unidos, Kevin Warsh, já se manifestou contrário a apertos adicionais e favorável a um ciclo de redução dos juros, ainda que reconheça a pressão inflacionária.
Venda de títulos como alternativa
Na visão do analista, o Fed pode recorrer a outra ferramenta para conter a inflação: a venda de títulos públicos norte-americanos mantidos em seu balanço, que soma aproximadamente US$ 4,49 trilhões em treasuries, quantia superior à detida por qualquer outro país.
“Ao colocar esses papéis no mercado, o banco central enxuga liquidez e ajuda a esfriar os preços, sem necessidade de alterar a taxa básica”, afirma Alvarenga.
Ele lembra que decisões sobre o portfólio de títulos não costumam ser tomadas na mesma reunião em que o comitê discute juros. Além disso, o fato de Warsh estar há pouco tempo no comando da instituição torna o cenário ainda mais imprevisível, conclui.
Com informações de Money Times