Ouro encerra sessão quase sem variação e acumula perda de 12% em junho diante de Fed mais cauteloso

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O contrato de ouro para agosto terminou a terça-feira, 30 de junho de 2026, praticamente inalterado na Comex, divisão de metais da Nymex, com recuo marginal de 0,01%, a US$ 4.038,50 por onça-troy.

Apesar da estabilidade no dia, o metal precioso registrou queda de 12,10% no mês e recuo de 13,10% no segundo trimestre, desempenho trimestral mais fraco desde 2013 e o primeiro resultado negativo desse período desde 2024. Nos últimos seis meses, a desvalorização acumulada foi de aproximadamente 7%.

Prata avança no dia, mas fecha junho no vermelho

O contrato de prata para julho ganhou 2,23%, encerrando a sessão a US$ 59,477 por onça-troy. Mesmo com a alta diária, o metal recuou 21,61% em junho, além de ceder 20,61% no trimestre e 16% no semestre.

Oscilação intradiária e perspectivas

A cotação do ouro chegou a tocar US$ 3.900 na mínima do dia antes de recuperar o patamar de US$ 4.000. Para o Swissquote, o ativo entrou em zona de consolidação baixista no médio prazo, embora permaneça atrativo para quem mira o longo prazo.

O Société Générale avalia que não há sinais claros de retomada consistente. Segundo o banco francês, uma eventual reação de curto prazo encontrará resistência inicial em US$ 4.100; superar esse nível seria fundamental para confirmar recuperação mais robusta.

Cenário macroeconômico

Dados divulgados nos Estados Unidos mostraram aumento acima do previsto na abertura de vagas de trabalho em maio, reforçando expectativas de postura monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve. O MUFG acredita que a combinação de queda nos preços de energia, fortalecimento do dólar e apostas em juros altos por mais tempo deve manter o ouro pressionado no curto prazo.

Apesar da recente fraqueza, relatório do Fórum Oficial das Instituições Monetárias e Financeiras (OMFIF) indica que o ouro segue como o ativo mais desejado por gestores de reservas de bancos centrais.

Questões geopolíticas

Investidores monitoram ainda a visita de emissários dos Estados Unidos a Doha, no Catar, para reuniões com mediadores de negociações envolvendo o Irã. Segundo o Wall Street Journal, divergências internas em Teerã ameaçam o progresso das conversas, fator que também permanece no radar dos mercados.

Última atualização: 30 de junho de 2026, 16h56.

Com informações de Money Times

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