Jakarta, 1º de julho de 2026 – Entrou em vigor nesta quarta-feira (1) o mandato que determina a mistura de 50% de biodiesel ao diesel vendido na Indonésia, conhecido como B50. A medida amplia a exigência anterior, de 40% (B40), e faz parte da estratégia do governo para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
O B50 combina metade de diesel convencional com metade de diesel derivado de óleo de palma. Apesar da implementação, agentes do setor aguardam a divulgação da nova cota oficial de fornecimento de biodiesel, ainda não definida pelo Ministério da Energia.
Transição e padrões de qualidade
Um decreto publicado em junho concedeu três meses para que postos e distribuidores esgotem os estoques de B40. Já os fabricantes de biocombustível precisam disponibilizar um produto de qualidade superior, com menor teor de água e maior estabilidade à oxidação, requisitos mais rigorosos que os do B40.
Desafios de mercado
Autoridades reconhecem obstáculos à viabilidade econômica do programa, provocados pela queda nas cotações do petróleo e pelos preços elevados do óleo de palma, normalmente negociado com ágio em relação ao diesel fóssil.
“A implementação está ocorrendo conforme as regulamentações vigentes”, afirmou por mensagem de texto Noor Arifin Muhammad, representante do Ministério da Energia.
Cotas ainda indefinidas
Para 2026, o governo havia fixado 15,64 milhões de quilolitros de biodiesel sob o regime B40. Segundo Catra De Thouars, vice-presidente da Associação Indonésia de Produtores de Biocombustíveis, a nova alocação está em estudo. “Ontem tivemos reunião com o ministério e informaram que o número ainda está sendo preparado. Por enquanto, seguimos usando a alocação antiga.”
Entre janeiro e abril, foram distribuídos 4,61 milhões de quilolitros de biodiesel no país, de acordo com dados oficiais.
Com informações de Money Times