Os principais índices de Nova York encerraram o pregão desta quinta-feira (2) sem rumo único. Enquanto o Dow Jones registrou novo recorde, o S&P 500 terminou estável e o Nasdaq cedeu, refletindo a combinação de dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e queda em papéis de tecnologia.
Fechamento dos índices
Dow Jones: alta de 1,14%, aos 52.900,07 pontos (máxima histórica);
S&P 500: variação nula, aos 7.483,24 pontos;
Nasdaq: recuo de 0,80%, aos 25.832,672 pontos.
Mercado de trabalho decepciona
O payroll de junho apontou a criação de 57 mil vagas, número inferior às 110 mil projetadas por economistas consultados pelo Projeções Broadcast e próximo da média dos últimos 12 meses, de 36 mil postos. A leitura mais fraca reduziu o apetite por dólar no exterior e provocou ajustes nos rendimentos dos Treasuries. O título de 10 anos, porém, voltou a subir em sessão encurtada na véspera do feriado de 4 de Julho.
Apesar disso, a ferramenta Fed Watch, do CME Group, indica probabilidade de 53,9% para uma nova elevação dos juros pelo Federal Reserve em setembro — porcentual inferior aos 64% observados antes da divulgação do relatório.
Pressão sobre tecnologia
O setor de semicondutores ampliou as perdas pelo segundo pregão seguido. Teradyne caiu 13%, Nvidia recuou 2,1% e Micron perdeu 6%, contribuindo para o desempenho negativo do Nasdaq.
Questões geopolíticas e petróleo
Investidores também monitoraram negociações entre Estados Unidos e Irã. Em Doha, Catar e Paquistão relataram “progresso positivo” após reuniões separadas com representantes dos dois países, mas Teerã voltou a ameaçar resposta rápida a qualquer intervenção norte-americana no Estreito de Ormuz. Nesse ambiente, o Brent para setembro subiu 0,32%, fechando a US$ 71,80 o barril na ICE de Londres.
Com informações de Money Times