O BTG Pactual promoveu ajustes na carteira recomendada de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) para julho de 2026. A principal novidade é a saída da Apple e a entrada da GE Vernova, movimento motivado por preocupações com margens da fabricante do iPhone e pela visão de que a nova integrante deve se beneficiar do ciclo de investimentos em infraestrutura elétrica ligado à inteligência artificial.
Por que Apple saiu
Segundo o banco, os custos de memória necessários para a próxima geração de produtos da Apple são de seis a dez vezes superiores aos da linha anterior, reduzindo espaço para repasse de preços ao consumidor e pressionando a rentabilidade.
Motivo da entrada da GE Vernova
A GE Vernova foi escolhida por ser vista como “uma das maiores beneficiárias” do aumento estrutural de investimentos em redes elétricas, impulsionado pela demanda de data centers alimentados por IA. O BTG cita ainda a expectativa de que balanços positivos dos chamados hyperscalers levem a revisões para cima nos planos de capex do setor.
Aumentos de posição
O banco também elevou a participação em:
- Alphabet – após recuo de cerca de 7% nos papéis, provocado pela saída de pesquisadores da DeepMind, movimento que a instituição não enxerga como ameaça aos fundamentos.
- Bank of America – apoiado em forte retorno de capital: no 1º trimestre de 2026, o banco recomprou US$ 7,2 bilhões em ações (alta anual de 60%) e distribuiu US$ 2 bilhões em dividendos.
- Eli Lilly e Johnson & Johnson – empresas de saúde consideradas defensivas, com geração robusta de caixa e menor sensibilidade ao ciclo econômico.
Composição da carteira de julho
A nova carteira e seus respectivos pesos ficaram assim:
- Nvidia (NVDC34) – 13%
- Alphabet (GOGL34) – 10%
- Microsoft (MSFT34) – 9%
- Amazon (AMZO34) – 8%
- TSMC (TSMC34) – 7%
- Meta Platforms (M1TA34) – 8%
- Eli Lilly (LILY34) – 5%
- Johnson & Johnson (JNJB34) – 5%
- Bank of America (BOAC34) – 8%
- Coca-Cola (COCA34) – 4%
- GE Vernova (GSGI34) – 4%
- Goldman Sachs (G2EV34) – 6%
- Netflix (NFLX34) – 3%
- Palantir (P2LT34) – 4%
- Newmont (N1EM34) – 6%
Com as mudanças, o BTG reforça a aposta em tecnologia e saúde, ao mesmo tempo em que aumenta a diversificação setorial para enfrentar um cenário internacional de maior volatilidade.
Com informações de Money Times