O BTG Pactual divulgou a composição de sua carteira recomendada de ações para julho de 2026 com ajustes que priorizam a redução de risco diante da menor demanda de investidores estrangeiros por ativos brasileiros.
O que mudou
Foram excluídas as ações da Localiza (RENT3) e da Equatorial (EQTL3). Com isso, o banco diminuiu a exposição a empresas de fluxo de caixa de maior duration e manteve:
- 20% do portfólio em serviços básicos, representados por Eneva (ENEV3) e Axia Energia (AXIA3);
- 10% em Motiva (MOTV3), negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 13%.
Entradas e aumentos
Após um longo período fora da seleção, a Ambev (ABEV3) voltou a integrar a carteira, trazendo, segundo o BTG, perfil defensivo sustentado por balanço robusto, forte geração de caixa e dividend yield estimado em 7,5%.
A operadora de shoppings Allos (ALOS3) regressou com peso de 5%, apoiada em modelo de negócios considerado previsível, proteção contra inflação, dividend yield de 13% e TIR real de 13%.
Na construção civil, o peso de Cury (CURY3) foi elevado de 5% para 10%, ampliando a exposição ao segmento de baixa renda.
Manutenção de posições
Petrobras (PETR4) permanece com 10% como hedge para eventuais choques geopolíticos no Oriente Médio. Mesmo com o barril de petróleo a US$ 70, o banco projeta dividend yield de 11% em 2026 e resultados trimestrais fortes.
Embraer (EMBJ3), Itaú Unibanco (ITUB4) e Totvs (TOTS3) seguem na carteira.
Composição de julho
Distribuição de pesos e potencial de alta estimado pelo BTG:
- Petrobras (PETR4) – 10% | 55%
- Itaú Unibanco (ITUB4) – 15% | 23%
- Ambev (ABEV3) – 10% | 23%
- Axia Energia (AXIA3) – 10% | 24%
- Embraer (EMBJ3) – 10% | 52%
- Eneva (ENEV3) – 10% | 16%
- Motiva (MOTV3) – 10% | 37%
- Totvs (TOTS3) – 10% | 92%
- Allos (ALOS3) – 5% | 39%
- Cury (CURY3) – 10% | 25%
Desempenho e cenário macro
Em junho, a carteira do BTG avançou 1,8%, enquanto o Ibovespa recuou 1%. O banco observa que a inflação acima da meta deixa o Banco Central com espaço limitado para cortes de juros, situação agravada pela perspectiva de alta das taxas de curto prazo nos Estados Unidos. Paralelamente, o aumento dos gastos públicos antes das eleições de outubro elevou as taxas reais de longo prazo para 7,9% no fim de junho.
Diante desse quadro e da ausência de catalisadores de curto prazo, os analistas decidiram tornar a carteira 10SIM “um pouco mais defensiva”.
Com informações de Money Times