Os principais índices de Nova York fecharam em baixa nesta terça-feira, 7 de julho, pressionados pela realização de lucros em papéis ligados à inteligência artificial e pela disparada dos preços do petróleo em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Mesmo depois de renovar máxima histórica intradiária aos 53.289,30 pontos, o Dow Jones inverteu o sinal e terminou o dia com queda de 0,25%, aos 52.924,62 pontos. O S&P 500 cedeu 0,45%, para 7.503,83 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 1,16%, encerrando a sessão em 25.818,69 pontos.
Escalada no petróleo
Os contratos de petróleo avançaram mais de 5% após o governo dos Estados Unidos revogar uma licença que permitia a venda de óleo iraniano. A decisão reacendeu dúvidas sobre o frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã e elevou os temores de inflação global.
A medida ocorreu depois que três petroleiros relataram ter sido atingidos por projéteis não identificados no Estreito de Ormuz, segundo a agência britânica UKMTO. Autoridades norte-americanas disseram à CNBC e à Reuters que as ações de Teerã são “inaceitáveis” e podem ter consequências. Mais cedo, o presidente Donald Trump voltou a ameaçar ação militar, enquanto o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que não haverá negociações sob ameaças.
Semicondutores em realização
No mercado acionário, empresas de tecnologia — em especial fabricantes de semicondutores — devolveram parte dos ganhos recentes. Os papéis da sul-coreana Samsung recuaram após a divulgação de resultados considerados fortes, porém abaixo das expectativas elevadas. A notícia de que a chinesa DeepSeek desenvolve seu próprio chip de inteligência artificial também minou o apetite por risco.
Nesse ambiente, Micron caiu 4,71%, a US$ 938,38, enquanto Nvidia variou 0,71% para cima, fechando a US$ 196,93.
Expectativa pelo Fed
Os investidores aguardam a ata da última reunião do Federal Reserve, prevista para quarta-feira (8). No encontro anterior, o Fomc manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% ao ano pela quarta vez consecutiva. Em sua primeira coletiva como presidente do Fed, Kevin Warsh sinalizou possíveis mudanças na estratégia de comunicação da autoridade monetária.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, o mercado atribui 62% de probabilidade de elevação de juros em setembro e 72,7% de chance de manutenção no fim de julho.
Com informações de Money Times