Um levantamento do BTG Pactual Research, solicitado pelo Money Times, revelou que a liquidez da B3 diminui de forma expressiva sempre que a Seleção Brasileira entra em campo em Copas do Mundo. O estudo analisou 27 partidas disputadas entre 2006 e 2022; em 20 delas havia pregão em funcionamento.
Em todas as sessões coincidentes com jogos, o volume financeiro do Ibovespa ficou abaixo da média dos 21 pregões anteriores. A redução média chegou a 38,7%, de acordo com os analistas Lucas Costa e Gabriela Sporch. Quando comparado apenas ao pregão imediatamente anterior, a queda mediana foi de 22,5%.
Impacto limitado aos preços
Apesar da menor atividade, a direção do mercado não apresentou padrão. A mediana de variação do índice foi próxima de zero, com metade das sessões fechando em alta e a outra metade em baixa. Isso indica que os investidores reduzem a negociação para assistir à partida, mas sem alterar significativamente o movimento dos preços.
Recuperação no dia seguinte
No pregão subsequente aos jogos, o volume costuma se recuperar com força: em média, cresce 55,1% em relação ao dia anterior, sugerindo que parte dos negócios é apenas postergada para depois do apito final.
Horário do jogo faz diferença
O estudo também verificou que a queda de liquidez é maior quando as partidas começam no fim da tarde, especialmente após as 17h. Jogos no início da tarde provocam impacto menor. Independentemente do horário, porém, não houve correlação consistente entre o início das partidas e o desempenho dos preços das ações.
Com informações de Money Times