O Banco Safra decidiu manter inalterada sua carteira recomendada de ações para julho de 2026. A estratégia, segundo a equipe de análise, foi desenhada para um ambiente de redução gradual da taxa básica de juros e maior volatilidade provocada pelo calendário eleitoral.
Critérios de seleção
Os papéis escolhidos seguem quatro premissas: elevada liquidez, alavancagem controlada, capacidade consistente de distribuir dividendos e menor exposição ao consumo doméstico — características que, na visão do banco, permitem capturar os efeitos positivos da queda dos juros sem aumentar o risco do portfólio.
Desempenho em junho
Em junho, a carteira avançou 1,04%, enquanto o Ibovespa recuou 1,01%. No mesmo período, o CDI rendeu 1,07%. No acumulado de 2026, o portfólio do Safra soma alta de 11,04%, superando a valorização de 6,77% do principal índice da B3.
Peso das principais ações
A maior posição, de 14%, é Itaúsa (ITSA4). Os analistas destacam que a holding combina o bom momento operacional do Itaú Unibanco com o desconto típico aplicado às holdings. O banco é visto como o mais resiliente do setor em ciclos monetários restritivos e se beneficia de capacidade de inovação e expansão da rentabilidade.
Na segunda colocação está Vale (VALE3). O Safra projeta o preço do minério de ferro próximo a US$ 100 por tonelada e acredita que políticas de dividendos robustas ou programas de recompra ajudarão a sustentar as cotações da mineradora. A expectativa é que a empresa também seja favorecida pela retomada dos fluxos de capital para mercados emergentes.
Composição da carteira de julho
Código — Empresa — Setor
DIRR3 — Direcional — Construtoras
PETR4 — Petrobras — Óleo e Gás
BBDC4 — Bradesco — Serviços Financeiros
ITSA4 — Itaúsa — Serviços Financeiros
MULT3 — Multiplan — Shopping Centers
VALE3 — Vale — Siderurgia e Mineração
EQTL3 — Equatorial — Utilidades Básicas
MOTV3 — Motiva — Transportes
CPLE3 — Copel — Utilidades Básicas
PSSA3 — Porto — Consumo Básico
Segundo o Safra, a carteira permanece equilibrada para enfrentar oscilações típicas de ano eleitoral, preservando empresas capazes de gerar caixa e remunerar acionistas mesmo em cenários de maior incerteza.
Com informações de Money Times