Redistritamento nos EUA dá cerca de 10 cadeiras extras aos republicanos em apenas dez dias

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Uma série de decisões judiciais e manobras legislativas ocorridas em um intervalo de dez dias reposicionou o mapa eleitoral da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos e reduziu o otimismo democrata para as eleições de meio de mandato de novembro.

Como o cenário mudou

Em pouco mais de uma semana, os republicanos conquistaram vantagem em aproximadamente 10 distritos por meio de:

  • uma decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a Lei dos Direitos de Voto;
  • um veredicto da Suprema Corte da Virgínia que anulou um mapa favorável aos democratas;
  • novas leis estaduais em Tennessee, Flórida, Louisiana e Alabama que redesenharam fronteiras distritais.

Com isso, a oposição passou a ter cerca de 10 cadeiras adicionais desenhadas a seu favor, obrigando os democratas a buscarem vitórias em territórios menos simpáticos.

Impacto imediato na disputa

O deputado Brendan Boyle, democrata da Pensilvânia, calculava antes um ganho de 15 a 20 assentos para seu partido. “Agora, espero algo entre 10 e 15”, afirmou. A projeção ainda seria suficiente para inverter a atual maioria republicana de 217 a 212, mas o caminho ficou mais estreito.

Segundo o Cook Political Report, em abril havia 217 distritos classificados como pelo menos “ligeiramente democratas”; na última sexta-feira, esse número caiu para 208. Para obter a maioria, a legenda de Joe Biden precisará vencer 10 das 18 corridas consideradas indefinidas.

Estados em destaque

Virgínia – A corte máxima estadual derrubou um mapa recém-aprovado que poderia dar até quatro cadeiras aos democratas. A notícia foi comemorada pelo presidente da Câmara, Mike Johnson, que telefonou para o ex-governador Glenn Youngkin logo após receber a informação durante uma agenda de arrecadação de fundos no Texas.

Tennessee – Legisladores controlados pelo Partido Republicano redesenharam distritos para assumir a única cadeira ainda democrata no estado.

Louisiana – O governador republicano adiou as primárias para a Câmara mesmo depois de as cédulas terem sido emitidas, a fim de garantir a votação de um novo mapa favorável ao partido.

Flórida – Parlamentares aprovaram um plano que pode criar até quatro distritos extras pró-republicanos; o governador Ron DeSantis sancionou a medida imediatamente.

Alabama – Autoridades pediram autorização à Suprema Corte para usar um desenho que dificultaria a eleição de mais um democrata.

Reação democrata

A deputada Yvette Clarke, de Nova York, relatou “reuniões em cima de reuniões” na tentativa de contra-ataque. Já o senador estadual Arthur Ellis, de Maryland, defendeu que estados comandados por democratas adotem estratégias semelhantes de redistritamento antes que o calendário eleitoral se feche.

Processos que ainda tramitam na Virgínia, Tennessee, Flórida, Louisiana e Alabama podem, contudo, alterar novamente o tabuleiro até novembro. Nenhum partido, entretanto, conquista um ganho líquido superior a 12 cadeiras desde 2018, o que realça a importância das decisões judiciais nesta reta final.

Com os mapas ainda em aberto em diversos estados, democratas e republicanos se preparam para uma batalha voto a voto no outono norte-americano.

Com informações de InfoMoney

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