Os preços do petróleo encerraram a sessão desta quinta-feira, 2 de julho de 2026, com ganhos modestos, enquanto investidores acompanham o progresso nas conversas entre Estados Unidos e Irã e permanecem atentos às tensões no Estreito de Ormuz.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do West Texas Intermediate (WTI) para agosto subiu 0,16%, ou US$ 0,11, fechando a US$ 68,69 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para setembro avançou 0,32%, ou US$ 0,23, para US$ 71,80 o barril.
Negociações em Doha
Na noite de quarta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, informou que mediadores catarianos e paquistaneses concluíram reuniões separadas com representantes norte-americanos e iranianos em Doha, classificando o resultado como “progresso positivo”.
Analistas do MUFG avaliam que a cotação do petróleo tende a enfrentar pressão de baixa à medida que a oferta se normaliza e o prêmio de risco geopolítico diminui.
Tensões em Ormuz
Apesar dos sinais diplomáticos, a incerteza em torno do Estreito de Ormuz persiste. O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, do Irã, advertiu que qualquer intervenção dos EUA na rota marítima receberá resposta “rápida e decisiva”. Paralelamente, segundo a Bloomberg, algumas nações europeias já admitem a cobrança de taxas por Irã e Omã aos navios que cruzam o estreito.
A plataforma XS.com alerta que, sem avanços no programa nuclear iraniano ou em assuntos ligados a grupos como o Hezbollah, o risco de escalada continua elevado.
Projeções de bancos e DoE
O Morgan Stanley calcula que, para equilibrar o mercado em 2027, o fluxo de petróleo por Ormuz precisaria atingir apenas 65% do nível observado antes da guerra. O banco projeta o Brent a US$ 75 no quarto trimestre de 2026, recuando para US$ 70 no fim de 2027.
Em contraponto, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) mantém estimativas de preços mais altos para o mesmo período.
Com informações de Money Times