O recuo das cotações internacionais do petróleo, provocado pelo avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, derrubou as ações da Petrobras nesta segunda-feira (25). A companhia terminou o pregão avaliada em R$ 598,7 bilhões, voltando a ficar abaixo do patamar de R$ 600 bilhões pela primeira vez desde 11 de março.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o contrato Brent para agosto encerrou o dia com baixa de 6,78%, negociado a US$ 93,42 o barril. O movimento pressionou os papéis da estatal na B3, que figuraram entre as maiores quedas do Ibovespa.
Desempenho das ações
O papel ordinário PETR3 recuou 2,91%, fechando a R$ 48,69. Já a ação preferencial PETR4 caiu 2,43%, para R$ 43,40, liderando o volume de negócios da bolsa, com 47,2 mil operações e giro financeiro de R$ 1,155 bilhão.
Efeito sobre o valor de mercado
Com o tombo dos preços, a Petrobras perdeu R$ 16,5 bilhões em valor de mercado no dia, anulando parte da forte valorização acumulada desde 28 de fevereiro, quando teve início o conflito no Irã. Durante esse período, a estatal bateu 12 recordes consecutivos de capitalização e alcançou o pico histórico de R$ 680,1 bilhões em 14 de abril.
Recomendação do BTG Pactual
Apesar da correção, o BTG Pactual reiterou recomendação de compra para as ações da petroleira, mantendo‐a como principal escolha no setor. O preço-alvo para PETR4 foi fixado em R$ 62 até dezembro.
Imagem: Liliane de Lima
No relatório assinado por Bruno Henriques, Gustavo Cunha e Rodrigo Almeida, o banco projeta resultados fortes para o segundo trimestre de 2026. A projeção leva em conta produção elevada, captura integral dos preços mais altos do Brent — que negociou em média a US$ 104 entre abril e junho — e impactos positivos do novo programa federal de subvenção ao diesel.
Subvenção aos combustíveis
A Petrobras aderiu ao programa na semana passada. Até o momento, o subsídio previsto é de R$ 0,40 a R$ 0,45 por litro de gasolina e cerca de R$ 0,32 por litro de diesel. O mercado aguarda a publicação das regras operacionais pelo Ministério da Fazenda. Analistas veem o modelo como favorável por manter a política de preços da estatal intacta, transferindo o custo do subsídio ao governo.
Com informações de Money Times