Preços do petróleo recuam com incerteza sobre cessar-fogo entre EUA e Irã e expectativa por encontro Trump-Xi

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Os contratos futuros do petróleo operam em baixa nesta quarta-feira, 13 de maio, interrompendo três sessões consecutivas de valorização. O movimento ocorre em meio à fragilidade do cessar-fogo no Oriente Médio e à aproximação da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, marcada para quinta e sexta-feira em Pequim.

Por volta das 4h19 (horário de Brasília), o Brent recuava US$ 1,12, ou 1,04%, sendo negociado a US$ 106,70 por barril. No mesmo horário, o West Texas Intermediate (WTI) cedia US$ 1,10, ou 1,08%, para US$ 101,10.

Contexto geopolítico mantém mercado volátil

Os preços vêm se mantendo iguais ou acima de US$ 100 desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã e Teerã respondeu fechando, na prática, o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

“O mercado reage a cada atualização da região, e oscilações bruscas devem continuar. Qualquer nova escalada ou ameaça direta ao fornecimento pode rapidamente empurrar Brent e WTI de volta para cima”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

Ganhos da véspera e reunião em Pequim

Na terça-feira (12), as cotações avançaram mais de 3% diante da redução das expectativas de um cessar-fogo duradouro e da consequente demora na reabertura do Estreito de Ormuz. Mesmo assim, Trump declarou não precisar do apoio da China para encerrar o conflito. O país asiático é o maior comprador de petróleo iraniano, apesar das sanções impostas por Washington.

Em relatório, o Eurasia Group estimou que a perda de oferta já supera 1 bilhão de barris e, por isso, os preços devem permanecer acima de US$ 80 até o fim de 2026.

Reflexos na economia dos EUA

O conflito já pressiona a economia norte-americana. Em abril, o índice de preços ao consumidor dos EUA subiu pelo segundo mês seguido, registrando o maior avanço anual em quase três anos. Analistas veem o Federal Reserve mantendo os juros inalterados “por algum tempo”, o que pode conter a demanda por petróleo.

A consultoria Capital Economics alertou que, embora a alta da inflação ainda não tenha reduzido os gastos reais, a confiança do consumidor e as intenções de contratação já recuaram. Juros elevados encarecem o crédito, impacto que tende a limitar o consumo de energia.

Estoque de petróleo nos EUA encolhe

Enquanto isso, dados do American Petroleum Institute (API) indicam que os estoques de petróleo bruto do país caíram pela quarta semana seguida, assim como os de destilados.

Com a tensão persistente no Oriente Médio e a reunião de alto risco em Pequim, analistas não descartam novos picos de volatilidade nos próximos dias.

Com informações de Money Times

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