Petróleo avança pelo segundo dia em meio a impasse no Oriente Médio

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Os contratos de petróleo terminaram o pregão desta terça-feira, 12 de maio de 2026, em forte alta, estendendo os ganhos da sessão anterior. O movimento foi impulsionado pela falta de progresso nas tratativas de paz no Oriente Médio, região estratégica para o mercado de energia.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para entrega em julho subiu 3,42% e encerrou a US$ 107,77 o barril, depois de alcançar máxima intradiária de US$ 108,45. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), o West Texas Intermediate (WTI) para junho avançou 4,19%, fechando a US$ 102,18 o barril.

Negociações EUA-Irã mantêm investidores atentos

As conversas entre Estados Unidos e Irã continuaram no centro das atenções. Abbas Ghalroo, integrante da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, afirmou que Washington exige a interrupção permanente do enriquecimento de urânio e a entrega do material já enriquecido — pontos que, segundo ele, ferem a “honra” da República Islâmica e não podem ser aceitos.

Novas tensões regionais

No Golfo Pérsico, o Kuwait acusou Teerã de enviar uma equipe armada da Guarda Revolucionária para atacar uma de suas ilhas, informou a agência Associated Press. O governo iraniano não reconheceu imediatamente a acusação. Em paralelo, o líder do Hezbollah, Naim Kassem, pediu que o Líbano abandone negociações diretas com Israel, classificando-as como concessão e defendendo conversas indiretas.

Projeções do DoE

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) reduziu ligeiramente a estimativa para o preço médio do Brent em 2026, de US$ 96 para US$ 95 por barril, segundo o relatório Short-Term Energy Outlook. Para 2027, a projeção foi elevada de US$ 76 para US$ 79.

A pasta norte-americana destacou que as interrupções na produção de petróleo bruto no Oriente Médio aumentaram desde abril. O relatório pressupõe que o Estreito de Ormuz permanecerá praticamente fechado até o fim de maio, com retomada gradual do tráfego a partir de junho, mas sem retorno aos níveis anteriores ao conflito antes do fim do ano.

O DoE prevê ainda que os estoques globais de petróleo cairão 2,6 milhões de barris por dia em 2026, bem acima da redução de 0,3 milhão indicada na publicação anterior.

Com informações de Money Times

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