Ações de Petrobras e outras petroleiras disparam com Brent perto de US$ 110 em meio a tensões EUA-Irã

0

Em meio à valorização do petróleo no mercado internacional, as companhias do setor lideravam os ganhos do Ibovespa na manhã desta sexta-feira, 15 de maio de 2026. A liquidez reduzida pelo vencimento de opções e o aumento da aversão a risco, tanto no exterior quanto no país, não impediram o avanço dos papéis.

Desempenho das ações às 12h20

Brava Energia (BRAV3) apresentava a maior alta do índice, subindo 2,36%, a R$ 18,62.

Petrobras também figurava entre os destaques. Os papéis ordinários PETR3 ganhavam 1,44%, a R$ 50,09, enquanto as preferenciais PETR4 avançavam 0,82%, a R$ 45,37. PETR4 era o ativo mais negociado da B3, com mais de 29,5 mil negócios e volume financeiro de R$ 789,7 milhões.

PetroReconcavo (RECV3) subia 0,83%, cotada a R$ 12,13.

Prio (PRIO3) registrava alta de 0,25%, a R$ 67,46. Por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, a empresa é a mais sensível às oscilações do preço do barril, ao contrário de Petrobras, Brava e PetroReconcavo, que contam com refino, proteção financeira e maior participação de gás natural.

Pressão geopolítica sustenta preços do petróleo

A cotação do Brent para julho avançava mais de 3% perto de US$ 110 o barril na ICE, em Londres. O movimento reflete o impasse nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e a decepção do mercado com a visita do presidente norte-americano, Donald Trump, à China.

Investidores esperavam um sinal concreto sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do consumo global da commodity. O corredor permanece fechado desde 28 de fevereiro, início do conflito na região.

Na noite anterior, Trump declarou à Fox News que os EUA “não precisam” da passagem “tanto quanto a China”, realçando a pressão sobre Pequim, maior comprador do petróleo iraniano. Segundo Francesco Pesole, estrategista do ING, a falta de sinais claros de Pequim e dados robustos da economia norte-americana elevam a probabilidade de alta de juros pelo Federal Reserve, acrescentando volatilidade aos mercados.

Com a matéria-prima em patamar alto e as tensões geopolíticas sem solução imediata, as petroleiras brasileiras continuam beneficiadas, sustentando a ponta positiva da Bolsa.

Com informações de Money Times

Avatar

Sou Moacir Alves, redator e criador de conteúdo digital. Desde 2021, atuo na produção de conteúdos voltados a renda online, negócios digitais e tecnologia, com foco em informação prática e acessível. Meu trabalho é transformar temas complexos em conteúdos claros, confiáveis e úteis, ajudando leitores a entender o universo digital e identificar oportunidades reais de crescimento financeiro e profissional.