Petrobras registra maior queda semanal em mais de dois anos com recuo do Brent

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A Petrobras encerrou a semana até esta sexta-feira (8) com o pior desempenho desde março de 2024. O enfraquecimento das cotações internacionais do petróleo, provocado pelo avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, pressionou os papéis da estatal ao longo de cinco sessões consecutivas de baixa.

Desempenho das ações

No pregão de hoje, as ações ordinárias (PETR3) recuaram 0,87%, para R$ 50,11, enquanto as preferenciais (PETR4) caíram 1,19%, para R$ 45,67. PETR4 foi o segundo ativo mais negociado da B3, com 55,6 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,399 bilhão.

Na semana, PETR3 acumulou perda de 8,44%, a terceira maior do Ibovespa, e PETR4 cedeu 6,95%. A última vez que a companhia registrou desvalorização semanal tão acentuada ocorreu entre 4 e 8 de março de 2024, quando o mercado reagiu negativamente ao corte de dividendos extraordinários anunciado após o balanço de 2023.

Impacto do mercado de petróleo

Os contratos mais líquidos do Brent para julho recuaram 6,36% no período, fechando a US$ 101,29 por barril na ICE, em Londres. A negociação sobre o conflito no Oriente Médio reduziu a percepção de risco, derrubando os preços da commodity e, consequentemente, afetando as ações da Petrobras.

Desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, os papéis da estatal vinham registrando forte valorização, sustentados pelo avanço do Brent. Nesse intervalo, a companhia alcançou 12 recordes de valor de mercado, atingindo o pico de R$ 680,1 bilhões em 14 de abril. Após as quedas recentes, o valor de mercado está em R$ 621,7 bilhões.

Recomendação do BTG Pactual

Na segunda-feira (4), o BTG Pactual manteve recomendação de compra para PETR4, com preço-alvo de R$ 62 para dezembro. No relatório, os analistas Bruno Henriques, Gustavo Cunha e Rodrigo Almeida destacaram o “momentum” robusto da companhia e classificaram a estatal como ativo de “valor de escassez” entre empresas de energia em mercados emergentes.

O banco projeta Ebitda de aproximadamente US$ 13 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e distribuição de dividendos de cerca de US$ 2,1 bilhões, equivalente a dividend yield de 1,5% apenas no período.

Próximos eventos

A Petrobras divulga o balanço do 1T26 na próxima segunda-feira (11), após o fechamento do mercado. A teleconferência com analistas está marcada para terça-feira (12) às 11h30 (horário de Brasília).

Fim.

Com informações de Money Times

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