Juros futuros fecham em leve alta após Caged fraco e cenário externo misto

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A curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs) terminou a sessão desta quinta-feira (28) com acréscimos moderados em todos os vencimentos, contrariando a queda nos rendimentos dos Treasuries e a desvalorização do dólar.

Principais cotações

• DI para janeiro de 2027: 14,100%, avanço de 3,5 pontos-base em relação ao ajuste anterior (14,065%).

• DI para janeiro de 2029: 13,885%, alta de 5,5 pontos-base frente ao fechamento anterior (13,830%).

• DI para janeiro de 2036: 14,035%, elevação de 5 pontos-base ante a véspera (13,985%).

Cenário internacional

Nos Estados Unidos, os Treasuries prolongaram o movimento negativo da véspera. O rendimento do papel de dois anos recuou para 4,029% (de 4,033%), enquanto a taxa do título de dez anos cedeu a 4,453% (de 4,481%).

Investidores acompanham a possibilidade de um novo cessar-fogo de 60 dias entre Estados Unidos e Irã, noticiada pelo Axios e confirmada por fontes da Reuters, ainda pendente do aval final do presidente Donald Trump. Já a agência iraniana Tasnim afirma que o texto do memorando segue indefinido.

Nos indicadores, o índice de preços de gastos com consumo (PCE) avançou 0,4% em abril, acumulando alta anual de 3,8%, abaixo das previsões de 0,5% e 3,9%, respectivamente. A ferramenta FedWatch, do CME Group, passou a indicar 50,8% de chance de o Federal Reserve elevar juros apenas em janeiro de 2027; a taxa básica americana permanece entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Dados domésticos

A taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua caiu para 5,8% no trimestre encerrado em abril, menor nível da série histórica iniciada em 2012. Já o Caged registrou abertura de 85.888 vagas formais em abril, bem abaixo da mediana de 211,1 mil postos estimada pelo mercado.

Segundo André Muller, economista-chefe da AZ Quest, os vértices curtos chegaram a recuar após a divulgação do Caged, mas a pressão externa devolveu o movimento no fim da tarde. Para ele, a curva embute expectativa de ciclo de corte da Selic limitado, diante de inflação persistente e mercado de trabalho aquecido.

Apostas para o Copom

As opções de Copom negociadas na B3 atribuem 79,5% de probabilidade a um novo corte de 25 pontos-base na reunião de junho, 15% de chance de manutenção da taxa em 14,50% e 4% de possibilidade de redução de 50 pontos-base, segundo dados consolidados de quarta-feira (27).

Encerrada a sessão, agentes seguem monitorando a evolução das negociações no Oriente Médio, a trajetória da inflação norte-americana e os desdobramentos do mercado de trabalho brasileiro.

Com informações de Money Times

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