Ibovespa inicia a semana em queda após recuo do IBC-Br e desvalorização da Petrobras

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São Paulo, 18 de maio de 2026 – O Ibovespa abriu a segunda-feira em baixa, pressionado pela queda do petróleo e pelo resultado negativo do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).

Às 10h16 (horário de Brasília), o principal indicador da B3 recuava 0,44%, aos 176.500,80 pontos. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) caíam mais de 1%, acompanhando o movimento da commodity.

Moedas

No mercado de câmbio, o dólar à vista era negociado a R$ 5,0168, queda de 1,01% frente ao real. No exterior, o índice DXY – que compara a divisa norte-americana a seis moedas fortes – perdia 0,25%, aos 99.035 pontos.

IBC-Br mostra retração

O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, apontou contração de 0,7% em março na comparação dessazonalizada com fevereiro. Foi o primeiro recuo mensal de 2026 e o mais intenso desde maio de 2025, superando a projeção de queda de 0,2% apurada pela Reuters.

Apesar do dado negativo, o indicador acumulou alta de 1,3% no primeiro trimestre ante os três meses finais de 2025. No quarto trimestre do ano passado, o PIB oficial havia avançado apenas 0,1%.

Boletim Focus

Pela décima semana seguida, o mercado elevou a estimativa para o IPCA de 2026: de 3,91% para 3,92%. A projeção para 2027 permaneceu em 4,0%.

Os analistas mantiveram a expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom, mas passaram a ver a taxa Selic encerrando 2026 em 13,25% (ante 13,0%). Para o PIB, a previsão de crescimento permaneceu em 1,85% neste ano e subiu de 1,76% para 1,77% em 2027.

Agenda econômica

O Ministério da Fazenda divulga nesta segunda-feira o novo Boletim Macrofiscal. Já o segundo Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias de 2026 está previsto para sexta-feira (22).

No cenário internacional, o Federal Reserve publica na quarta-feira (20) a ata de sua última reunião, enquanto a Nvidia divulga seu balanço do primeiro trimestre na mesma data.

Petróleo oscila com tensões no Oriente Médio

Os preços do petróleo chegaram a superar US$ 110 após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar o Irã em publicação na rede Truth Social e depois de um ataque de drones a uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos. O movimento, porém, perdeu força quando a agência iraniana Tasnim noticiou que Washington estaria disposta a suspender sanções petrolíferas durante novas negociações.

Por volta das 10h20, o contrato do Brent para julho recuava mais de 1%, negociado perto de US$ 107 o barril.

Com o petróleo em queda, os papéis da Petrobras pesam sobre o Ibovespa, enquanto o dólar mais fraco no exterior favorece a moeda brasileira.

Com informações de Money Times

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