Ibovespa cai 0,93% com temor de tarifas dos EUA e recuo da Vale; dólar fecha a R$ 5,13

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O Ibovespa iniciou a semana em queda nesta segunda-feira (6), pressionado pelo risco de novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e pela desvalorização dos papéis da Vale (VALE3). O principal índice da B3 recuou 0,93%, encerrando aos 172.447,58 pontos.

No câmbio, o dólar à vista cedeu 0,71% e terminou cotado a R$ 5,1320.

Fatores domésticos

Investidores acompanharam a divulgação do Boletim Focus, que apontou redução na projeção do IPCA para 2026 de 5,33% para 5,30%, a primeira queda em 16 semanas. Para 2027, a estimativa subiu de 4,17% para 4,18%. As medianas para a taxa Selic permaneceram em 14% (2026), 12% (2027), 10,25% (2028) e 10% (2029).

Pressão externa

Começou hoje a audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que avalia, sob a Seção 301 da Lei de Comércio, se práticas brasileiras justificam sobretaxa de 25% a determinados produtos. Entre os pontos citados por Washington estão Pix, desmatamento, mercado de etanol e propriedade intelectual. A decisão é esperada para 15 de julho.

Desempenho das blue chips

A Vale, responsável por cerca de 11% da carteira do Ibovespa, caiu 1,33%, a R$ 77,79, apesar da alta de 0,14% do minério de ferro em Dalian, a 738 yuans (US$ 108,83) por tonelada. Petrobras acompanhou o recuo do petróleo Brent para setembro (-0,18%, a US$ 71,99): PETR3 perdeu 1,27%, para R$ 41,85, e PETR4 cedeu 1,25%, a R$ 37,77.

No setor financeiro, o índice IFNC recuou 0,74%; Itaú (ITUB4) registrou baixa de 0,42%, a R$ 42,56. Juntas, Petrobras, Vale e bancos representam cerca de metade da composição do Ibovespa.

Maiores altas e quedas

Totvs (TOTS3) liderou as perdas, com retração de 4,97%, a R$ 28,51. Na ponta oposta, Brava Energia (BRAV3) subiu 3,29%, para R$ 18,50, após passar por leilões.

Mercados internacionais

Em Nova York, os principais índices fecharam no azul, impulsionados por empresas de tecnologia. O Dow Jones avançou 0,29%, alcançando novo recorde de 53.055,91 pontos (máxima intradia de 53.060,10). O S&P 500 ganhou 0,72%, a 7.537,43 pontos, e o Nasdaq subiu 1,12%, para 26.121,16 pontos. O presidente dos EUA, Donald Trump, tocou remotamente o sino de abertura da Nyse e da Nasdaq.

Na Europa, o Stoxx 600 recuou 0,35%, a 650,50 pontos, após divulgação de dados econômicos da zona do euro. Na Ásia, o Nikkei caiu 0,01%, a 69.737,69 pontos, enquanto o Hang Seng avançou 1,14%, a 23.616,32 pontos.

Fim.

Com informações de Money Times

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