São Paulo, 30 de junho de 2026 – As ações preferenciais da Braskem (BRKM5) registravam forte queda na manhã desta terça-feira, refletindo a combinação de cortes nas classificações de crédito pelas agências Fitch Ratings e S&P Global e o rebaixamento de recomendação promovido pelo JPMorgan.
Às 10h19 (horário de Brasília), os papéis caíam 6,66%, cotados a R$ 6,17. Minutos depois, as perdas se aprofundaram para 7,87%, levando a cotação a R$ 6,09.
Banco corta preço-alvo pela metade
O JPMorgan alterou a recomendação para BRKM5 de overweight (compra) para neutra e reduziu o preço-alvo para dezembro de 2026 de R$ 15 para R$ 7,50 por ação.
Ratings rebaixados a patamares críticos
A Fitch diminuiu o rating de emissor da petroquímica de CC para C na escala global e de CC(bra) para C(bra) na escala nacional. Já a S&P Global cortou a nota de longo prazo para D, classificação reservada a empresas em situação de default, após a companhia obter proteção judicial contra credores.
Segundo as agências, a capacidade da Braskem de honrar seus compromissos financeiros se deteriorou de forma significativa.
Efeitos sobre financiamento
Os novos patamares de risco tendem a restringir o acesso da Braskem ao mercado de crédito e a elevar o custo de futuras captações. Diversos fundos possuem limitações para manter títulos de empresas em default ou próximas desse nível, o que pode reduzir a base de investidores da companhia.
Busca por liquidez
Em meio à prolongada crise global da indústria petroquímica – marcada por margens comprimidas, elevado endividamento e pressão sobre a geração de caixa –, a Braskem informou que continua avaliando alternativas para reforçar sua liquidez e preservar as operações enquanto negocia com credores.
Com informações de Money Times