As principais bolsas da Ásia terminaram a sessão desta sexta-feira, 15 de maio de 2026, no terreno negativo. O enfraquecimento do apetite por risco veio logo após a reunião de dois dias, em Pequim, entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, encerrar-se sem anúncios de acordos substanciais.
Seul lidera as perdas
O índice sul-coreano Kospi despencou 6,12%, a 7.493,18 pontos, depois de ter ultrapassado, pela primeira vez, o nível de 8.000 pontos durante o pregão. O tombo foi puxado por ações de fabricantes de semicondutores: Samsung Electronics recuou 8,61% e SK Hynix, 7,66%.
No mesmo período, a Samsung não chegou a um acordo com seu sindicato sobre a distribuição dos lucros obtidos em meio ao boom da inteligência artificial. Os trabalhadores exigem que 15% do lucro operacional seja destinado a bônus e ameaçam greve entre 21 de maio e 7 de junho.
Desempenho de outras praças
Em Tóquio, o Nikkei perdeu 1,99% e fechou a 61.409,29 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 1,62%, encerrando a 25.962,73 pontos, enquanto o Taiex, em Taiwan, caiu 1,39%, para 41.172,36 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,02%, a 4.135,39 pontos, e o Shenzhen Composto teve baixa de 0,88%, ficando em 2.861,46 pontos.
Na Oceania, o S&P/ASX 200, de Sydney, também fechou no vermelho, com queda de 0,11%, aos 8.630,80 pontos.
Imagem: Estadão Cteúdo
Cenário político e impacto nos mercados
Durante a visita a Pequim, Trump e Xi trataram de comércio bilateral, cooperação econômica e Taiwan. Investidores acompanham possíveis avanços em setores como soja, carne bovina e aviação, mas analistas recomendam cautela, lembrando que promessas feitas na visita de 2017 não se concretizaram.
Trump declarou ainda que a China poderá retomar compras de petróleo bruto dos EUA, suspensas há mais de um ano após tarifas impostas por Washington. O impasse entre EUA e Irã, que mantém os preços do petróleo elevados, também reduziu o ímpeto por ativos de risco na região.
Com informações de Money Times