Cacau registra maior preço em seis semanas em Londres; café arábica avança 3,4% em Nova York

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Os contratos futuros de cacau negociados na ICE Futures Europe, em Londres, subiram nesta terça-feira (23) para o nível mais alto em seis semanas, refletindo o receio de que o fenômeno El Niño comprometa a próxima safra da África Ocidental em 2026/27.

O vencimento mais ativo encerrou o dia a 3.501 libras esterlinas por tonelada métrica, alta de 26 libras ou 0,7%, depois de tocar 3.547 libras, a maior cotação desde meados de maio.

Operadores atribuem a valorização a indícios de que a produção na Costa do Marfim, Gana e demais países da região pode cair no ciclo 2026/27. O Commerzbank lembrou que, em 2023/24, a combinação de chuvas excessivas seguidas de calor intenso — típica de El Niño — já havia provocado redução da oferta.

A Costa do Marfim, principal produtora global, suspendeu temporariamente novas vendas de exportação referentes à safra principal 2026/27 enquanto aguarda projeções mais precisas de colheita, informaram duas fontes ligadas ao regulador local.

Em Nova York, o cacau também avançou: ganho de 0,5%, fechando a 4.645 dólares por tonelada.

Café

Na ICE Futures U.S., o café arábica encerrou o pregão com acréscimo de 8,95 centavos de dólar, ou 3,4%, a 2,7595 dólares por libra-peso, depois de alcançar 2,7980 dólares, máxima em cinco semanas.

Segundo corretores, chuvas recentes no Brasil atrasaram a colheita e a previsão de temperaturas mais baixas elevou a busca por cobertura de posições vendidas. A GSX Commodities destacou que o risco de geada permanece até após 4 de julho, período que tradicionalmente mantém os diferenciais elevados e os estoques nos destinos em patamar reduzido.

O robusta avançou 0,4%, para 3.556 dólares por tonelada.

Açúcar

O açúcar bruto subiu 0,07 centavo de dólar (0,5%), encerrando a 13,42 centavos de dólar por libra-peso. O movimento afastou a commodity da mínima de dois meses registrada na véspera, de 13,26 centavos.

Participantes do mercado apontaram clima quente e seco na Europa, que pode afetar a beterraba sacarina, além de chuvas de monção abaixo da média na Índia, fatores que tendem a reduzir a oferta. Operadores também mencionaram aumento recente das posições vendidas líquidas de especuladores em meio à queda dos preços de energia.

O açúcar branco avançou 0,2%, para 441,10 dólares por tonelada.

Com informações de Money Times

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