Inflação atinge 3,8% ao ano e tira Wall Street dos recordes; Dow sobe, S&P 500 e Nasdaq recuam

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Os principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em direções opostas nesta terça-feira (12), depois que a inflação ao consumidor alcançou o maior patamar em três anos e aumentou a cautela antes do encontro entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping.

Fechamento dos índices

Dow Jones: +0,11%, a 49.760,56 pontos;
S&P 500: ‑0,16%, a 7.400,96 pontos;
Nasdaq: ‑0,71%, a 26.088,203 pontos.

Inflação supera expectativas

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,6% em abril, em dados ajustados sazonalmente, elevando a taxa anual para 3,8%, informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho. É o nível mais alto desde maio de 2023 e supera com folga a meta de 2% do Federal Reserve.

O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,4% no mês e 2,8% em 12 meses, também acima das projeções dos analistas.

Consequências para a política monetária

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os contratos futuros indicam 97,6% de probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na reunião de junho do Fed. Não há apostas de cortes até dezembro de 2027, enquanto a chance de uma alta a partir de março do próximo ano chega a 55,3%, distribuída entre aumentos de 25, 50 ou 100 pontos-base.

Para Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, a aceleração dos preços “foi uma decepção inesperada” e não se limita a itens ligados ao petróleo ou a tarifas.

Tensões geopolíticas

As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguem travadas. Na véspera, Trump classificou a contra-proposta iraniana como “lixo” e ameaçou encerrar o cessar-fogo. Já o parlamentar iraniano Abbas Ghalroo disse que duas exigências americanas — fim permanente do enriquecimento de urânio e entrega do material já enriquecido — são inaceitáveis para Teerã.

Em outro front, o Kuwait acusou o Irã de enviar membros da Guarda Revolucionária para atacar uma de suas ilhas, denúncia ainda não reconhecida por Teerã. No Líbano, o líder do Hezbollah, Naim Kassem, pediu que o governo local abandone as negociações diretas com Israel.

Agenda com a China

O mercado também aguarda a visita de Trump a Pequim, marcada para quarta-feira (13) a sexta-feira (15). Segundo o republicano, a conversa com Xi Jinping incluirá a guerra no Irã: “Vamos vencer de uma forma ou de outra, pacificamente ou não”, afirmou antes de deixar Washington.

Os investidores seguem atentos aos desdobramentos econômicos e geopolíticos que podem elevar a volatilidade de Wall Street nos próximos pregões.

Com informações de Money Times

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