Ibovespa sobe 0,49% com apoio de blue chips, mas fecha a semana em queda de 1,71%; dólar desliza para R$ 4,89

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O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira (8) em alta de 0,49%, aos 184.108,29 pontos, impulsionado pela recuperação de papéis de peso e pelo clima externo favorável. Apesar do avanço no dia, o principal índice da B3 acumulou retração de 1,71% nos últimos cinco pregões.

No mercado de câmbio, o dólar à vista recuou 0,60%, cotado a R$ 4,8939, menor valor desde janeiro de 2024. Na semana, a moeda americana cedeu 1,19% frente ao real.

Blue chips retomam fôlego

Entre as ações de maior liquidez, os bancos lideraram os ganhos. Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 1,15%, a R$ 41,26, puxando o Índice Financeiro (IFNC) para avanço de 1,04%. Vale (VALE3) ganhou 1,77%, a R$ 81,49, mesmo com a leve queda de 0,06% no contrato de minério de ferro para setembro em Dalian, cotado a 814,50 yuans (US$ 119,73) a tonelada.

Na contramão, Petrobras manteve o viés negativo: PETR3 caiu 0,87%, a R$ 50,11, enquanto PETR4 recuou 1,19%, a R$ 45,67, tornando-se a segunda ação mais negociada do dia com 55,6 mil negócios e volume financeiro de R$ 1,399 bilhão.

Destaques do pregão

Yduqs (YDUQ3) e Localiza (RENT3) figuraram entre as maiores altas do índice. Do lado oposto, Embraer (EMBJ3) afundou 11,45%, a R$ 73,78 — pior desempenho diário em três anos — e registrou o maior giro do pregão, com 74,1 mil negócios e movimentação de R$ 1,424 bilhão. Vivara (VIVA3) também esteve entre as principais baixas.

Cenário externo

Em Wall Street, os três principais indicadores fecharam no azul após dados fortes de emprego nos Estados Unidos e valorização das gigantes de tecnologia. O S&P 500 avançou 0,84%, para 7.398,93 pontos, e o Nasdaq ganhou 1,71%, a 26.247,07 pontos, ambos registrando novos recordes intradia e de fechamento. O Dow Jones subiu 0,02%, alcançando 49.609,16 pontos. Investidores seguiram atentos a negociações entre Washington e Teerã, que alimentam expectativas de acordo apesar das tensões no Oriente Médio.

Na Europa, o Stoxx 600 recuou 0,69%, aos 612,14 pontos, pressionado por ameaças de novas tarifas comerciais do ex-presidente Donald Trump. Na Ásia, os principais mercados devolveram parte dos ganhos da véspera: o Nikkei, no Japão, caiu 0,19%, a 62.713,65 pontos, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, perdeu 0,87%, fechando em 26.393,71 pontos.

Com a temporada de balanços corporativos ainda no radar, investidores avaliam resultados de grandes empresas e o desfecho das negociações internacionais para calibrar as apostas nos próximos pregões.

Com informações de Money Times

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