Ouro recua com escalada de tensão no Oriente Médio e à espera da ata do Fed

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São Paulo, 8 de julho de 2026 – O contrato de ouro com entrega para agosto fechou esta quarta-feira em queda de 0,24%, cotado a US$ 4.157,40 por onça-troy na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex). A desvalorização ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e à expectativa pela divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve.

No mesmo pregão, a prata para setembro cedeu 1,60%, encerrando a US$ 61,330 por onça-troy.

Tensão geopolítica pressiona mercado

As cotações aprofundaram as perdas após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que “o acordo com o Irã acabou” e anunciar a possibilidade de novos ataques ao país ainda hoje. Em resposta, Teerã ameaçou retomar o bloqueio ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o tráfego de petróleo.

Por volta das 15h51 (horário de Brasília), o Brent para entrega em setembro subia 5,37%, a US$ 78,15 o barril, alimentando preocupações inflacionárias e reforçando a busca por proteção em ativos considerados seguros.

Perspectivas para o metal precioso

À espera de um Federal Reserve possivelmente mais rigoroso na condução dos juros, o Bank of America reduziu em 14% a projeção de preço médio do ouro para 2026, agora estimado em US$ 4.360 a onça-troy. Ainda assim, o banco mantém a possibilidade de o metal alcançar US$ 5.000 após o fim do ciclo de aperto monetário. Para 2027, a estimativa é de US$ 4.813, caso as altas de juros sejam interrompidas.

A ata do encontro do Fed de junho será publicada ainda hoje e poderá oferecer novos sinais sobre o ritmo de ajuste da taxa básica norte-americana.

Compras chinesas seguem firmes

Em relatório, o Société Générale destacou que o Banco Popular da China ampliou as compras de ouro pelo 20º mês consecutivo em junho, registrando o maior incremento mensal desde outubro de 2023. Segundo o banco francês, Pequim tem aproveitado momentos de queda nos preços para diversificar reservas e reduzir a exposição a ativos denominados em dólar.

Com informações de Money Times

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