As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a sexta-feira, 3 de julho de 2026, em queda, num pregão marcado pela ausência de negócios com títulos do Tesouro norte-americano devido ao feriado antecipado do Dia da Independência nos Estados Unidos.
No fim da tarde, o DI para janeiro de 2028 era negociado a 14,105%, recuo de 13 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 14,239%. Na parte longa da curva, o DI para janeiro de 2035 caiu 8 pontos-base, para 14,41%, ante 14,485% na véspera.
Na semana, o contrato para 2028 acumulou perda de 5 pontos-base, enquanto o de 2035 subiu 8 pontos-base, provocando leve inclinação da curva.
Dados da indústria pressionam juros
A tendência de baixa ganhou força logo na abertura, após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que a produção industrial recuou 0,2% em maio frente a abril e avançou apenas 0,2% na comparação anual. As projeções de mercado, coletadas pela Reuters, apontavam altas de 0,3% e 1,3%, respectivamente.
Os números abaixo do esperado reforçaram a leitura de que o Banco Central pode voltar a reduzir a Selic em 25 pontos-base na reunião de agosto. A taxa básica está atualmente em 14,25%.
Correção após forte alta na véspera
Santiago Schmitt, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos, explicou que a queda desta sexta-feira também reflete ajuste aos ganhos expressivos registrados no dia anterior. “Houve uma abertura bem forte ontem em todos os vértices da curva”, afirmou, lembrando que, mesmo com o payroll mais fraco nos Estados Unidos, os prêmios dos DIs subiram na quinta-feira por causa de um leilão robusto de títulos do Tesouro nacional e do noticiário político.
Com o mercado de Treasuries fechado, a liquidez ficou reduzida e os investidores buscaram reajustar posições, consolidando a trajetória de baixa das taxas futuras no Brasil.
Com informações de Money Times