A Embraer (EMBJ3) entregou 65 aeronaves entre abril e junho de 2026, desempenho que não era visto para um segundo trimestre há 16 anos. O volume é 7% superior ao de igual período de 2025 e 48% maior que o do primeiro trimestre deste ano.
No acumulado do semestre, a fabricante somou 109 unidades, alta de cerca de 20% frente às 91 entregues nos seis primeiros meses de 2025.
Por volta das 11h35 (horário de Brasília) desta sexta-feira (3), os papéis EMBJ3 subiam 1,65% na B3, negociados a R$ 84,42.
Visão dos analistas
Para o BTG Pactual, os números confirmam a melhora operacional da companhia e indicam alívio gradual na cadeia de suprimentos. O banco mantém recomendação de compra com preço-alvo de R$ 126.
O Bradesco BBI também segue otimista. Embora as entregas da aviação comercial tenham ficado em linha com suas estimativas, o resultado da divisão executiva superou previsões. A casa observa que 36% da meta anual de entregas comerciais e 45% da executiva já foram cumpridos, porcentuais acima da média histórica. A recomendação é compra, com preço-alvo de R$ 110 para 2026.
O Safra destaca o “sólido desempenho operacional” e atribui o resultado à carteira de pedidos robusta e à estratégia de distribuir entregas de forma mais equilibrada ao longo do ano. A ação segue classificada como outperform, equivalente a compra.
Detalhe por segmento
No trimestre, a aviação comercial respondeu por 20 aeronaves, seis delas do modelo E195-E2. O volume dobrou em relação ao primeiro trimestre (10 unidades) e superou em 5% o total de igual período de 2025.
A aviação executiva entregou 45 jatos, crescimento de 55% frente aos três meses anteriores e de 18% na comparação anual.
Os analistas do BTG não veem impactos relevantes de mix na margem da divisão executiva, diferentemente do que ocorreu no começo do ano. Para a área comercial, o banco prevê menor pressão de custos logísticos não recorrentes, o que deve favorecer as margens sequenciais.
Com informações de Money Times