A XP Investimentos analisou os últimos 15 anos de desempenho dos índices Ibovespa, Índice de Dividendos (IDIV) e S&P 500 para comparar duas estratégias: investir sempre que o indicador atinge um novo recorde ou aportar mensalmente desde o primeiro pico. O trabalho, conduzido pelos estrategistas Rachel de Sá, Raphael Figueredo, Bruna Sene e Antônio Sanches, mostra que a disciplina de aplicar todo mês gera resultados superiores em todos os cenários avaliados.
Ibovespa: seis anos sem máximas frearam quem esperou
No caso do Ibovespa (IBOV), o investidor que iniciou aportes em 2011 teve de aguardar até 2017 para presenciar um novo topo histórico. Nesse intervalo sem recordes, o patrimônio ficou estagnado. A simulação indica que os aportes mensais desde o primeiro pico renderam desempenho levemente melhor do que esperar por cada nova máxima. Embora comprar em recordes tenha superado o CDI, a diferença foi modesta e inferior ao ganho da aplicação recorrente.
IDIV: retorno de 128,1% ao seguir recordes, mas consistência venceu
O IDIV, formado por empresas com forte distribuição de dividendos, manteve-se próximo de picos por grande parte da última década. A regra de compra a cada novo recorde acionou 53 aportes a partir de 6 de maio de 2011 e entregou retorno total de 128,1% em 15 anos — cerca de R$ 41,5 mil a mais que o CDI (+26%). Ainda assim, quem investiu mensalmente desde o primeiro topo acumulou resultado superior, segundo a XP.
S&P 500: maior valorização absoluta
O principal índice acionário dos Estados Unidos foi o que mais rendeu. Em dólares, o capital investido foi multiplicado por 2,66 vezes; em reais, por 3,5 vezes, considerando a alta de aproximadamente 32% do câmbio entre a média das compras e o fim da série. Houve 88 aportes porque o S&P 500 alcançou novos recordes em cerca de dois terços dos meses observados. Apesar da tendência de alta estrutural, a XP conclui que a estratégia de contribuições mensais também superou a de comprar apenas em máximas.
Os analistas afirmam que, em mercados de valorização contínua, aguardar quedas pode custar caro e adquirir ações nos topos significa, em média, pagar mais. Mesmo assim, a consistência dos aportes regulares demonstrou maior eficácia do que tentar escolher o momento ideal de entrada em qualquer um dos três índices.
Com informações de Money Times