Oncoclínicas recua mais de 10% após CVM descartar OPA obrigatória da Centaurus

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São Paulo, 1º de julho de 2026 – As ações da Oncoclínicas (ONCO3) recuavam 10,57% na tarde desta quarta-feira, cotadas a R$ 1,10, depois de a companhia divulgar que a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) considerou desnecessária a realização de oferta pública de aquisição (OPA) pelo fundo Josephina III, ligado à gestora Centaurus.

A avaliação do órgão regulador refere-se à reorganização societária efetuada em novembro de 2024, operação que fez o fundo passar a deter 31,83% do capital da Oncoclínicas de forma direta. O movimento gerou questionamentos de acionistas minoritários, que reivindicavam a aplicação da cláusula de poison pill prevista no estatuto social para participações iguais ou superiores a 15%.

Entendimento da CVM

De acordo com a Superintendência de Registro de Valores Mobiliários, a operação enquadra-se em exceção prevista no estatuto, pois a Centaurus já mantinha participação indireta superior a 15% desde 2018, período anterior ao IPO realizado em 2021. Dessa forma, a autarquia concluiu que houve apenas reorganização de participação já existente, sem configurar nova aquisição capaz de ativar o gatilho da OPA.

A decisão é técnica e ainda pode ser contestada por meio de recurso administrativo.

Com informações de Money Times

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