Dólar encerra a R$ 5,21 após sanções dos EUA a empresas brasileiras ligadas ao PCC

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O dólar comercial avançou 0,92% nesta quarta-feira (1º) e fechou cotado a R$ 5,2103, alcançando o maior patamar em três meses. A moeda foi influenciada tanto pela valorização do dólar no exterior quanto pelo impacto de novas sanções impostas pelos Estados Unidos a companhias brasileiras suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Sanções dos EUA pressionam o câmbio

O Departamento do Tesouro norte-americano, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), puniu dois cidadãos brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia em Portugal por supostos vínculos com a facção criminosa. Segundo o órgão, o PCC utilizava o sistema financeiro dos EUA para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

As medidas representam a primeira ação concreta de Washington desde que PCC e Comando Vermelho foram classificados como organizações terroristas, fato que aumentou a aversão ao risco em relação ao Brasil e contribuiu para a procura por dólares. No pico do dia, a cotação atingiu R$ 5,2167, alta de 1,04%.

Cenário externo fortalece a divisa

No mercado internacional, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,19% às 17h (horário de Brasília), aos 101,381 pontos. Investidores acompanharam o discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no Fórum do Banco Central Europeu, em Sintra. Warsh afirmou que a desaceleração inflacionária não é suficiente para o banco central declarar vitória e reiterou o compromisso de manter a meta de 2%.

As negociações entre Estados Unidos e Irã em Doha, no Catar, também permaneceram no radar, embora o presidente Donald Trump tenha relatado “progresso” nas conversas sobre o Estreito de Ormuz e um possível cessar-fogo. Mesmo assim, o petróleo Brent para setembro recuou 1,89%, a US$ 71,57 o barril.

Pesquisa eleitoral entra no cálculo dos investidores

No âmbito doméstico, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48,8% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42,3% em um eventual segundo turno da eleição de 2026. A diferença de 6,5 pontos percentuais, dentro da margem de erro de 1 ponto, manteve o cenário de cautela entre agentes financeiros.

A junção de fatores externos — sanções norte-americanas, discurso do Fed e incertezas geopolíticas — somada ao quadro eleitoral interno sustentou a demanda pela moeda norte-americana, levando o real a registrar nova depreciação.

Com informações de Money Times

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