Se o preço médio do barril de petróleo ficar em US$ 100 entre maio e dezembro de 2026, o Brasil poderá registrar um acréscimo de US$ 11,279 bilhões no fluxo cambial comercial em relação a 2025, segundo estimativa da corretora Warren.
O cálculo parte do desempenho do grupo “Óleos Brutos de Petróleo ou de Minerais Betuminosos” no comércio exterior. Em 2025, esse segmento apresentou saldo líquido de US$ 38,01 bilhões, correspondendo a 12,8% das exportações e 2,4% das importações, com preço médio do barril a US$ 68, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Metodologia da projeção
A Warren usou como cenário-base o Brent a US$ 70 por barril, cotação observada antes do conflito no Oriente Médio. A partir desse ponto, simulou preços médios alternativos para o período de maio a dezembro do próximo ano. As quantidades exportadas e importadas foram mantidas iguais à média de 2025, assumindo que não haverá variação na demanda.
O impacto líquido no fluxo cambial foi obtido comparando-se a diferença de preço em cada cenário com o patamar de US$ 70, aplicada aos volumes médios exportados e importados.
Resultados por faixa de preço
Além da hipótese de US$ 100, a simulação apresenta os seguintes efeitos:
Imagem: Estadão Cteúdo
- US$ 80 por barril: acréscimo de US$ 3,760 bilhões, ou 7,6% do fluxo cambial comercial de 2025;
- US$ 90 por barril: ganho de US$ 7,519 bilhões (15,3%);
- US$ 110 por barril: incremento de US$ 15,039 bilhões (30,6%);
- US$ 120 por barril: aumento de US$ 18,799 bilhões (38,2%).
Em todos os casos, o período analisado vai de maio a dezembro de 2026 e considera volumes constantes e demanda inalterada.
Com informações de Money Times