O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (29) praticamente estável, com recuo de 0,05%, aos 173.205,35 pontos. A liquidez foi afetada pela antecipação do expediente na B3 em razão da partida da seleção brasileira na Copa do Mundo. No exterior, o humor foi oposto: o Dow Jones subiu e alcançou nova máxima histórica, impulsionado pela estreia da Alphabet no índice.
No câmbio, o dólar à vista avançou 0,13% e terminou cotado a R$ 5,1743. Operadores atribuíram o movimento à combinação de volume reduzido de negócios e cautela com o cenário no Oriente Médio.
Destaques da bolsa
No pregão doméstico, Braskem (BRKM5) liderou as valorizações, com alta de 5,76%, a R$ 6,61. Na sequência apareceram Magazine Luiza (MGLU3) (+4,50%), Natura (NATU3) (+4,01%), MBRF (MBRF3) (+3,51%) e Minerva (BEEF3) (+3,06%).
Na ponta oposta, a maior queda foi de Azzas 2154 (AZZA3), que recuou 3,21% e fechou a R$ 18,38. Também figuraram entre as principais baixas Vivara (VIVA3) (-2,29%), CSN Mineração (CMIN3) (-2,12%), Embraer (EMBJ3) (-2,10%) e TIM (TIMS3) (-1,94%).
Cenário externo
Nos Estados Unidos, os três principais índices acionários subiram, com o Dow Jones cravando novo recorde. O desempenho foi sustentado pela inclusão da Alphabet no indicador e por uma trégua temporária entre Washington e Teerã, que amenizou o prêmio de risco geopolítico.
Apesar do otimismo em Wall Street, o mercado brasileiro mostrou cautela. Analistas explicam que o volume reduzido, típico de dias de jogos da seleção, amplia a sensibilidade do índice a movimentos pontuais em grandes ações.
Com informações de Money Times