Dividendos de até 13%: JPMorgan aponta XP como destaque e vê BDR a R$ 136

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São Paulo, 29 de junho de 2026 – Relatório do JPMorgan coloca a XP Inc. entre as maiores distribuidoras de dividendos da B3, com expectativa de dividend yield entre 12% e 13% e preço-alvo de R$ 136 para as BDRs, o que implica potencial de alta de cerca de 61% em relação às cotações atuais.

Distribuição bilionária

De acordo com o banco, a corretora poderá liberar de R$ 5 bilhões a R$ 5,5 bilhões em remuneração aos acionistas no cenário-base, montante que pode oscilar de R$ 3 bilhões a R$ 8 bilhões a depender das condições de mercado. Os recursos devem vir tanto em forma de dividendos quanto de recompras de ações.

O JPMorgan calcula que a XP opera com retorno sobre o patrimônio (ROE) de aproximadamente 21%, projetando encerrar 2026 entre 16% e 19%. A relação preço/lucro estimada é de 7,7 vezes para 2026 e 7,1 vezes para 2027, enquanto o múltiplo preço/valor patrimonial está em 1,6 vez.

Compras de ações devem continuar

Desde 2022, a companhia recomprou cerca de 50 milhões de papéis, reduzindo o número em circulação de 559 milhões para 519 milhões. Em 2026, já anunciou US$ 500 milhões em dividendos e um novo programa de recompra de até R$ 1 bilhão. O relatório avalia que, nos preços atuais, a administração tende a priorizar recompras em vez de distribuições em dinheiro.

Perspectiva de longo prazo

Apesar da expectativa de remuneração extraordinária neste ano, o banco estima que o yield recorrente da XP deve se estabilizar entre 7% e 8% no horizonte mais longo, ainda um dos maiores de sua cobertura. O payout recorrente é projetado em torno de 60% do lucro.

Desafios recentes

O JPMorgan lembra que a XP enfrentou um período difícil entre 2025 e 2026, marcado por relatório de vendedor a descoberto, queda no índice de satisfação dos clientes (NPS de 74 para 61 pontos) e perdas em crédito privado, além do impacto da alta dos juros. No acumulado de 2026, as ações recuam 1,5%, enquanto o ETF EWZ sobe 9%.

Para os analistas, o comportamento da curva de juros continua sendo o principal gatilho para a recuperação do papel, dependente de um cenário fiscal mais claro durante o período eleitoral. Mesmo assim, o banco mantém recomendação de compra para a XP, destacando risco-retorno atrativo em comparação ao setor – ainda que o top pick siga sendo o BTG Pactual.

Com informações de Money Times

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