O governo federal lançou nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, o Desenrola Brasil 2.0, programa que amplia as condições de renegociação de dívidas de pessoas físicas, estudantes, micro e pequenos empresários e produtores rurais. A iniciativa terá duração de 90 dias e mantém previsão de encerramento para o fim de dezembro.
Quem pode participar
O público-alvo principal são consumidores com renda de até cinco salários-mínimos (aproximadamente R$ 8,1 mil) que estejam inadimplentes há entre 90 dias e dois anos. O foco recai sobre pendências de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Condições de renegociação
Os descontos podem variar de 30% a 90% sobre o valor da dívida. A nova operação terá:
- taxa de juros limitada a 1,99% ao mês;
- prazo de até 48 meses para pagamento;
- primeira parcela em até 35 dias;
- teto de R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira.
O modelo prevê que o banco conceda um novo crédito, com juros menores, para quitar a obrigação anterior em condições mais favoráveis.
Garantia e novas ferramentas
Para reduzir o risco das instituições, o governo utilizará o Fundo Garantidor de Operações (FGO), abastecido com recursos públicos e valores não resgatados no sistema financeiro. Além disso, o trabalhador poderá usar até 20% do saldo do FGTS, ou R$ 1 mil (o que for maior), para abater o débito após a renegociação.
Outras frentes do programa
Fies: estudantes inadimplentes terão perdão total de juros e multas, com abatimento de até 99% do saldo a depender do perfil, especialmente para inscritos no CadÚnico.
Empresas: micro e pequenos negócios contam com prazos maiores, limite de crédito ampliado e mais tolerância a atrasos em linhas como Pronampe e Procred.
Imagem: Juliana Caveiro
Campo: o Desenrola Rural visa regularizar dívidas de agricultores familiares e facilitar o acesso a novas operações.
Crédito consignado: haverá redução gradual da margem consignável, limitação ao uso de cartões consignados e extensão do prazo de pagamento para beneficiários do INSS e servidores públicos.
Contrapartidas
As instituições participantes deverão oferecer educação financeira aos clientes. Também será bloqueado, por até 12 meses, o CPF de beneficiários que busquem crédito para apostas.
O governo espera que a combinação de descontos elevados, juros menores e novas garantias estimule a quitação de débitos e devolva milhões de brasileiros ao mercado de crédito.
Com informações de Money Times
