A Ágora Investimentos divulgou nesta segunda-feira (4) a atualização de sua carteira recomendada de small caps para maio de 2026. O portfólio continua com cinco ações, mas houve duas substituições: saem Cury (CURY3) e Hypera (HYPE3); entram Copasa (CSMG3) e Pague Menos (PGMN3).
Motivos para as mudanças
De acordo com a corretora, a retirada da Cury reflete a pressão de custos no setor de construção, que tem afetado principalmente companhias focadas no segmento de baixa renda. Já a entrada da Copasa é justificada pela perspectiva de privatização e pela maior previsibilidade de receitas, com repasse de inflação incluído nos contratos.
Em relação à troca entre Hypera e Pague Menos, a Ágora classificou a alteração como tática, apostando em números mais fortes no resultado do primeiro trimestre de 2026 da rede de farmácias.
Ações mantidas
JSL (JSLG3) permaneceu na seleção mesmo diante de um cenário macroeconômico mais complexo, marcado por expectativas piores para inflação e juros em função de tensões no Oriente Médio. A casa de análise destaca expansão de margens, melhoria do mix de contratos e disciplina na alocação de capital.
SLC Agrícola (SLCE3) continua como posição defensiva, beneficiada por um contexto internacional favorável às commodities agrícolas, enquanto Smart Fit (SMFT3) segue na carteira por combinar crescimento acelerado, alta rentabilidade e potencial de expansão na América Latina.
Composição da carteira – maio/2026
• Copasa (CSMG3) – Saneamento – Recomendação: Neutra – Peso: 20% – Preço-alvo: R$ 61,00
• JSL (JSLG3) – Logística – Recomendação: Compra – Peso: 20% – Preço-alvo: R$ 17,00
• Pague Menos (PGMN3) – Saúde – Recomendação: Compra – Peso: 20% – Preço-alvo: R$ 8,50
• SLC Agrícola (SLCE3) – Agronegócio – Recomendação: Neutra – Peso: 20% – Preço-alvo: R$ 20,00
• Smart Fit (SMFT3) – Varejo – Recomendação: Compra – Peso: 20% – Preço-alvo: R$ 32,00
Imagem: João Kawada
Entre os novos nomes, a Copasa ganhou destaque após a prorrogação da concessão de Belo Horizonte até 2073, medida que, segundo a Ágora, reduz riscos, amplia a previsibilidade de geração de caixa e inclui o pagamento de outorga de R$ 1,3 bilhão. O movimento é apontado como principal catalisador de curto e médio prazo para a ação.
No caso da Pague Menos, a corretora projeta crescimento de aproximadamente 35% no Ebitda em 2026, sustentado por alavancagem operacional, melhores condições comerciais, vendas de medicamentos para emagrecimento (GLP-1) e pelo programa Farmácia Popular.
Com informações de Money Times
