Bolsas europeias recuam mais de 1% após impasse entre EUA e China e escalada de tensão com o Irã

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Os principais índices acionários da Europa fecharam em queda acentuada nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, pressionados pela ausência de avanços concretos nas tratativas entre Estados Unidos e China e pelo aumento das preocupações com o conflito envolvendo o Irã.

O Stoxx 600, referência pan-europeia, caiu 1,48%, terminando a sessão aos 606,92 pontos.

Desempenho dos principais mercados

Entre as principais praças do continente:

  • DAX (Frankfurt): –2,07%, a 23.950,57 pontos;
  • CAC 40 (Paris): –1,60%, a 7.952,55 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): –1,71%, a 10.195,37 pontos.

Motivos para a aversão ao risco

Investidores reagiram à frustração com o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping. Trump afirmou que Pequim apoia medidas para limitar o programa nuclear iraniano e reabrir o Estreito de Ormuz, além de prometer compras chinesas de aviões e soja norte-americanos. Ele negou, porém, que tarifas tenham sido debatidas.

Do lado chinês, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, declarou que ambos os países concordaram em ampliar o comércio dentro de um modelo de redução tarifária recíproca, contrariando a versão norte-americana.

Adicionalmente, Trump indicou que o bloqueio do Estreito de Ormuz não é preocupação imediata para Washington, mas afirmou que sua “paciência com o Irã está acabando”. As declarações impulsionaram o preço do petróleo: o Brent para julho avançou mais de 3% e tocou a marca dos US$ 110.

Setores mais afetados

O índice de materiais liderou as perdas, recuando 5,1% em meio à queda nos preços dos metais. O setor de defesa cedeu 3,6%, acumulando o pior desempenho semanal entre os grupos acompanhados.

As fabricantes de semicondutores, que vinham em rali, também devolveram ganhos: ASML perdeu 4,4%, enquanto Aixtron recuou 6%.

Panorama político britânico

No Reino Unido, a crise política permaneceu no radar. O primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta nova disputa pela liderança após Andy Burnham sinalizar intenção de ingressar no Parlamento e buscar o comando do Partido Trabalhista, fator que adicionou cautela aos negócios em Londres.

Mesmo com balanços corporativos positivos e o desempenho recente das gigantes de chips, a combinação de custos de energia elevados e incertezas geopolíticas pesou sobre o humor dos agentes nesta sexta-feira.

Com informações de Money Times

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