Os principais índices de Nova York encerraram o pregão desta sexta-feira (15) em forte baixa, pressionados pela falta de avanços na reunião entre Estados Unidos e China e pela disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano.
Fechamento dos índices
Dow Jones: –1,07%, aos 49.526,11 pontos;
S&P 500: –1,24%, aos 7.408,50 pontos;
Nasdaq: –1,54%, aos 26.225,14 pontos.
Negociações contraditórias
Investidores reagiram à frustração gerada pelas declarações divergentes após a cúpula entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. Trump afirmou que Pequim apoiaria restrições nucleares ao Irã, reabriria o Estreito de Ormuz e compraria aviões e soja dos EUA, negando discussão sobre tarifas. Já o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que os dois países concordaram em ampliar o comércio dentro de um esquema de redução tarifária mútua.
Petróleo em alta
A sinalização de Trump de que a situação no Estreito de Ormuz não é prioridade imediata para Washington, aliada à declaração de que sua “paciência com o Irã está acabando”, elevou a tensão no mercado de energia. O Brent para julho subiu mais de 3% e fechou próximo de US$ 110 o barril.
Tecnologia realiza lucros
Após os ganhos recentes, o segmento de tecnologia passou por realização de lucros. Intel recuou 5%; Advanced Micro Devices, 3%; e Micron Technology, 4%. Nvidia caiu 2%, enquanto a Cerebras, que subiu 68% em sua estreia na véspera, perdeu 4%. Na contramão, Microsoft avançou 3% depois de Bill Ackman revelar posição da Pershing Square na companhia.
Rendimento dos Treasuries dispara
Os juros dos Treasuries subiram com a volta dos receios inflacionários. O rendimento do papel de 10 anos atingiu o maior patamar desde o “Liberation Day” de abril de 2025, quando Trump anunciou sua política tarifária.
Imagem: Anna Scabello
Posição iraniana
O chanceler iraniano Abbas Araqchi declarou que Teerã não confia nos Estados Unidos e só negociará se Washington demonstrar seriedade, classificando como “muito complicada” qualquer tratativa sobre o Estreito de Ormuz.
Fim.
Com informações de Money Times