O Ibovespa voltou a operar no vermelho nesta sexta-feira (15), último pregão da semana, pressionado pela ausência de avanços concretos na viagem do presidente norte-americano Donald Trump à China e pela piora do quadro político doméstico. Às 10h40 (horário de Brasília), o principal índice da B3 recuava 1,5%, aos 178.042,70 pontos; pouco antes, na abertura, já mostrava queda de 0,15%.
No câmbio, a aversão a risco impulsionou a moeda norte-americana. O dólar à vista abriu às 9h02 cotado a R$ 5,0181 (+0,72%) e, às 11h30, avançava 1,30%, a R$ 5,0511. A máxima intradiária foi registrada mais cedo, a R$ 5,0761 (+1,80%), maior patamar em quase um mês.
Motivos para a queda
A pressão sobre os ativos locais combina fatores externos e internos:
- Trump deixou Pequim sem anunciar acordos em temas comerciais ou geopolíticos, frustrando expectativas de alívio nas tensões no Oriente Médio.
- O ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, informou que houve discussão sobre redução tarifária, contrariando falas do próprio Trump.
- No Brasil, crescem as incertezas em torno do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após revelações sobre a relação com o empresário Daniel Vorcaro.
- O vencimento de opções na B3 reduz a liquidez e amplifica os movimentos do mercado.
Destaques de ações
A valorização do petróleo limitou parcialmente as perdas do índice. Por volta de 11h10, o Brent subia 2,5%, a US$ 109,64 o barril, e puxava as petroleiras:
PETR3: +1,60% (R$ 50,17) | BRAV3: +1,59% (R$ 18,48) | PRIO3: +1,58% (R$ 68,35) | PETR4: +1,07% (R$ 45,48)
Na ponta negativa, números fracos de balanços corporativos pressionavam:
Imagem: Equipe Mey Times
CSAN3: –7,53% (R$ 4,30 às 10h47) | CYRE3: –5,4% (R$ 20,70 às 10h40) | ONCO3: –5% (perto das 11h30)
Renda fixa e exterior
As taxas do Tesouro Direto abriram em forte alta, chegando a 14,36% ao ano nos prefixados, refletindo o aumento da percepção de risco. Lá fora, os futuros de Wall Street recuavam às 6h48: S&P 500 –1,05%, Dow Jones –0,65% e Nasdaq –1,53%. Na Ásia, o Kospi caiu 6,12% após tocar nova máxima intradiária.
Com a agenda esvaziada de dados econômicos relevantes no Brasil, os investidores seguem atentos às falas de autoridades nos EUA e aos desdobramentos da cena política local.
Com informações de Money Times