Os contratos de petróleo fecharam em forte alta nesta quarta-feira, 8 de julho, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela possibilidade de interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para entrega em setembro subiu 5,20%, encerrando a sessão a US$ 78,02 o barril. O preço atingiu o maior nível desde 22 de junho e, na máxima do dia, chegou a US$ 80,59.
Em Nova York, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o West Texas Intermediate (WTI) para agosto avançou 4,37%, cotado a US$ 73,52 o barril.
Escalada militar eleva preocupações com oferta
A valorização ocorreu após três embarcações serem atingidas por projéteis no Estreito de Ormuz, rota responsável por cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. Em resposta, os Estados Unidos revogaram a autorização para venda de petróleo iraniano e realizaram novos ataques contra alvos no país persa.
O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que “o cessar-fogo com o Irã acabou” e classificou o governo iraniano como “escória”. Mais cedo, Trump já havia ameaçado novas investidas militares.
Do lado iraniano, a emissora estatal Press TV informou que Teerã pode voltar a bloquear a passagem pelo Estreito de Ormuz e duplicar o número de ataques, caso sofra novas ofensivas dos EUA.
Com o aumento das hostilidades e o risco de restrições ao fluxo de petróleo na principal via marítima do Oriente Médio, investidores reagiram elevando os preços da commodity para o maior patamar em três semanas.
Com informações de Money Times