São Paulo, 8 de julho de 2026 – O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, refletindo o aumento da aversão ao risco após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar encerrado o cessar-fogo com o Irã e ameaçar novos bombardeios.
Mercado acionário
Logo na abertura, às 10h20, o principal índice da B3 recuava 0,40%, a 171.151,83 pontos. Pouco depois, às 10h23, aprofundou as perdas e renovou a mínima do dia, caindo 1,16%, para 170.029,40 pontos.
Petróleo dispara
Os contratos do Brent avançavam 5,95%, cotados a US$ 78,55 o barril às 6h40 (de Brasília), enquanto o WTI subia 5,83%, para US$ 74,55. O movimento ocorre após Washington restabelecer sanções sobre as exportações iranianas e Teerã afirmar ter atacado 85 instalações militares dos EUA no Kuwait e no Bahrein.
Câmbio e futuros
No mesmo período, o dólar à vista abriu em alta de 0,57%, negociado a R$ 5,1822. O Ibovespa em dólar (ETF EWZ) recuava 1,27% no pré-mercado de Nova York, cotado a US$ 34,20, enquanto os futuros de Wall Street também apresentavam baixa: S&P 500 (-1,02%), Dow Jones (-1,28%) e Nasdaq (-1,51%).
Agenda e outros destaques
Além do cenário geopolítico, investidores monitoram:
- a ata da última reunião do Federal Reserve, prevista para a tarde;
- os dados de vendas no varejo de maio no Brasil, divulgados pelo IBGE às 9h;
- a prévia da inflação ao consumidor (CPI) da China.
No front corporativo, chamam atenção a prévia operacional da Natura, que projeta queda anual de até 10% na receita do 2T26, e a redução de participação do Norges Bank na Raízen.
Por volta das 10h30, o desempenho negativo do Ibovespa era amenizado por ações ligadas ao petróleo, beneficiadas pela alta da commodity, enquanto papéis de varejo e tecnologia lideravam as baixas.
Com informações de Money Times