O dólar à vista avançou 0,41% nesta terça-feira (7) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,1528, refletindo a decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos de revogar a autorização que permitia a comercialização de petróleo proveniente do Irã.
Movimento global da moeda
Perto das 17h (horário de Brasília), o índice DXY — que compara o dólar a seis divisas de referência, como euro e libra — registrava alta de 0,21%, atingindo 101.058 pontos, indicando fortalecimento generalizado da moeda norte-americana no exterior.
Tensões no Oriente Médio
A medida adotada por Washington ocorre em meio à escalada de conflitos na região. A Marinha do Reino Unido informou que três navios foram atingidos no Estreito de Ormuz, sem reivindicação imediata de autoria. Mais tarde, o site Axios noticiou que os disparos teriam partido do Irã. Teerã declarou que só retomará conversações diplomáticas se o presidente dos EUA, Donald Trump, cessar ameaças de retomar a guerra.
Detalhes da revogação
A licença, que valeria por 60 dias a partir de 21 de junho, foi suspensa antes do prazo. A partir de agora, ficam proibidas transações relativas à produção, distribuição e venda do petróleo iraniano.
Impacto nos preços do petróleo
Com a notícia, o contrato mais líquido do Brent para setembro saltava 5,72%, a US$ 76,13 o barril, na ICE de Londres, às 16h20. No mesmo horário, o WTI para agosto avançava 5,50%, negociado a US$ 72,31 o barril na Nymex, em Nova York.
Reflexos para o Brasil
No mercado doméstico, investidores acompanharam as audiências públicas conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre políticas comerciais brasileiras, realizadas sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A expectativa era de que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se pronunciasse contra a adoção imediata de uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil.
As tarifas foram sugeridas em junho pela administração Trump, que cita questões como desmatamento ilegal e supostas práticas desleais em pagamentos eletrônicos.
Com informações de Money Times