O Ibovespa encerrou esta terça-feira (7) em baixa de 0,25%, aos 172.020,68 pontos. A queda acompanhou o movimento negativo de Wall Street, mas foi parcialmente contida pela valorização da Petrobras, impulsionada pela alta do petróleo no mercado internacional.
O dólar à vista avançou 0,41% e fechou a R$ 5,1528.
Petrobras em destaque
As ações ordinárias da estatal (PETR3) subiram 2,65%, cotadas a R$ 42,96, enquanto os papéis preferenciais (PETR4) ganharam 1,77%, para R$ 38,44. O movimento refletiu a alta de 3,01% do Brent para setembro, a US$ 74,16 o barril, após o Tesouro dos Estados Unidos proibir a venda de petróleo iraniano.
Vale e setor financeiro pesam
A Vale (VALE3) recuou 2,04%, a R$ 76,20, acompanhando o contrato do minério de ferro para setembro em Dalian, que caiu 0,47% para 735,5 yuans (US$ 108,21) por tonelada. A mineradora também sentiu o impacto da renúncia de Daniel Stieler da presidência e do conselho de administração.
No setor bancário, o Índice Financeiro (IFNC) cedeu 0,55%. O Itaú (ITUB4) perdeu 0,31%, negociado a R$ 42,43.
Pontas do índice
Entre as maiores altas do dia, a CSN Mineração (CMIN3) avançou 5,08%, a R$ 4,55. Na outra ponta, MBRF (MBRF3) liderou as perdas, caindo 4,14%, a R$ 15,73.
Cenário externo
Nos Estados Unidos, Dow Jones recuou 0,25% (52.924,62 pontos), S&P 500 caiu 0,45% (7.503,83 pontos) e Nasdaq perdeu 1,16% (25.818,69 pontos), pressionados pela desvalorização de empresas de semicondutores e pela alta do dólar.
Na Europa, o Stoxx 600 diminuiu 0,65%, aos 646,29 pontos. Na Ásia, o Nikkei cedeu 2,12%, para 68.256,96 pontos, enquanto o Hang Seng caiu 0,51%, aos 23.496,89 pontos.
Outros fatores no radar
Investidores acompanharam em Brasília as audiências do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sobre possíveis tarifas de 25% a produtos brasileiros. A expectativa é que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro defenda o adiamento da medida.
Além disso, relatos de que três navios foram atingidos no Estreito de Ormuz aumentaram a tensão no Oriente Médio. O site Axios atribuiu os disparos ao Irã, fato que contribuiu para a escalada dos preços do petróleo e para a decisão de Washington de restringir as vendas da commodity pelo país persa.
Com informações de Money Times