São Paulo, 4 de julho de 2026 – Estudo da equipe de Análise Técnica do BTG Pactual aponta que julho costuma apresentar o melhor conjunto de indicadores para o Ibovespa desde 1996, combinação que ganha relevância depois de um segundo trimestre de desempenho fraco.
Até junho, o principal índice da B3 acumula alta de 6,76% em 2026. O avanço foi impulsionado por ganhos de 12,56% em janeiro e 4,09% em fevereiro, mas perdeu força entre março e junho, período em que o Ibovespa recuou 0,70%, variou -0,08%, caiu 7,22% e cedeu 1,01%, respectivamente.
Sazonalidade positiva
Segundo o levantamento, julho registrou retorno médio de 1,51% e mediana de 2,73% em 20 dos 30 anos analisados, equivalente a taxa de acerto de 67%. O desvio-padrão de 6,16% é o menor entre todos os meses, indicando volatilidade reduzida.
Para o banco, a combinação desses números sugere que julho tende a marcar retomada de consistência após ajustes do segundo trimestre. Ainda assim, os analistas destacam que sazonalidade não é fator preditivo e deve ser considerada ao lado de tendência técnica, suportes e cenário macroeconômico.
Comparativo mensal
O BTG também comparou o comportamento histórico de cada mês:
- 1º trimestre – Janeiro exibe retorno médio elevado, porém volátil; fevereiro e março mostram perfil mais equilibrado.
- 2º trimestre – Abril é tradicionalmente o mês mais favorável; maio apresenta pior desempenho médio (-0,63%) e junho tende à neutralidade.
- 3º trimestre – Julho reúne indicadores positivos; agosto registra retorno médio negativo (-0,66%) e maior volatilidade; setembro mostra retorno médio de 0,12% com 67% de meses positivos.
- 4º trimestre – Concentra os melhores resultados históricos: novembro tem retorno médio de 3,42%; dezembro, de 2,99%, com 70% de ocorrências positivas.
O relatório conclui que, embora o padrão histórico favoreça julho, decisões de investimento devem considerar outros vetores do mercado.
Com informações de Money Times