Saída de R$ 7,78 bi da Bolsa em junho leva estrangeiros a rever apostas no Brasil, aponta BTG

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Investidores estrangeiros reduziram sua exposição ao mercado de ações brasileiro em junho, retirando R$ 7,78 bilhões das negociações no mercado secundário, indicam dados da B3. Apesar do fluxo negativo no mês, o saldo acumulado de 2026 continua positivo em R$ 33,8 bilhões.

Segundo Bruno Henriques, head de renda variável do BTG Pactual, o recuo ocorre após um 2025 marcado por forte entrada de capital externo. “O principal atrativo era a expectativa de um ciclo expressivo de cortes de juros. Com a guerra no Oriente Médio e o crescente desconforto com a situação fiscal, esse catalisador perdeu força”, comentou ao programa Giro do Mercado nesta sexta-feira (2).

Henriques afirmou que o cenário interno, especialmente a trajetória das contas públicas, tem pesado na decisão de reavaliar posições. A proximidade do calendário eleitoral também passou a ganhar peso nas análises, com os investidores monitorando possíveis rumos da economia a partir de 2027.

Para os próximos meses, o executivo prevê manutenção da volatilidade, impulsionada tanto pelas negociações entre Estados Unidos e Irã quanto pelo noticiário político doméstico. Uma desaceleração econômica mais forte, combinada a inflação em queda, poderia abrir espaço para novos cortes de juros, mas esse não é o cenário base do mercado, acrescentou.

Felipe Miranda, CEO da Empiricus Research, avalia que o momento oferece oportunidade para quem tem horizonte de longo prazo, pois é possível comprar “as melhores ações da Bolsa pagando pouco”.

Com informações de Money Times

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