São Paulo, 2 de julho de 2026 – O Bank of America (BofA) avalia que a possível inclusão de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) na carteira do Ibovespa tem potencial para aumentar a atratividade do principal índice da B3, alinhando-o a padrões internacionais de “investibilidade”.
O que muda
Em estudo, a B3 analisa mudanças metodológicas que permitiriam a entrada desses certificados que representam ações de companhias estrangeiras. Hoje, cerca de 818 BDRs estão listados na bolsa brasileira, dos quais 55% acompanham empresas que integram o S&P 500.
Quem pode entrar
Ao filtrar os BDRs cujo país de risco principal é o Brasil, o BofA identificou nove papeis, destacando cinco pela liquidez:
- Mercado Livre (MELI34)
- Nubank (NUBR33)
- XP (XPBR31)
- Stone (STOC31)
- Inter&Co (INBR32)
O banco acrescenta que JBS (JBSS32) e Aura Minerals (AURA33) poderiam entrar, embora o país de risco apontado pela Bloomberg para JBS seja Países Baixos, e, no caso da Aura, Estados Unidos.
Critérios atuais do Ibovespa
O Ibovespa é composto hoje por 78 ações. Para integrar o índice, o papel precisa responder por ao menos 0,1% do volume financeiro negociado no mercado à vista nos três períodos de revisão anteriores e não pode ser classificado como penny stock (cotação abaixo de R$ 1,00).
Comparação internacional
Segundo o BofA, a nova metodologia aproximaria o Ibovespa dos critérios do MSCI Brazil, que desde 2024 já permite a inclusão de empresas listadas no exterior e hoje contempla nomes como Aura Minerals, JBS, Nubank, Stone e XP. O MSCI atribui maior peso ao tamanho de mercado e ao free float, diferentemente do foco em liquidez adotado atualmente pela B3.
As regras finais para possível inclusão de BDRs no Ibovespa ainda não foram divulgadas.
Com informações de Money Times