Os contratos futuros de café arábica encerraram a sessão desta quarta-feira (1º) em alta de 4,5%, cotados a US$ 3,090 por libra-peso, após tocarem o maior nível desde 3 de fevereiro, de US$ 3,1640. O robusta ganhou 3,1% e fechou em US$ 3.771 por tonelada, depois de atingir a maior cotação em quase quatro meses.
Operadores atribuíram o movimento a uma redução temporária das vendas brasileiras, resultado de atrasos na colheita provocados por chuvas. Segundo o corretor Tomás Araújo, da StoneX, produtores retiraram ofertas de café de alta qualidade do mercado interno.
O agrônomo Jonas Ferraresso, que assessora fazendas no país, afirmou que parte significativa dos grãos caiu no chão, obrigando os produtores a decidir nos próximos dias se recolhem o produto manualmente ou se deixam de colher. Para áreas com colheita mecanizada, a contratação de trabalhadores extras deve elevar os custos.
Açúcar sobe com calor e seca na Europa
No mercado de açúcar, o açúcar bruto avançou 1,1% na ICE, a 14,99 centavos de dólar por libra, máxima de seis semanas. Já o açúcar branco, negociado a US$ 482,90 por tonelada, subiu 1,7% e tocou na sessão a maior marca em nove meses, de US$ 488,10.
Meteorologistas alertam para ondas de calor e estiagem em importantes áreas produtoras da Europa e da Ásia, agravadas pelo fenômeno El Niño. A corretora ADMIS destacou que a beterraba sacarina em algumas regiões europeias já apresenta sinais de murcha, com previsão de clima seco por até dez dias.
Demais commodities
Nos demais mercados agrícolas monitorados, o cacau de Londres permaneceu praticamente estável, cotado a 3.817 libras por tonelada, enquanto o cacau de Nova York avançou 0,3%, para US$ 5.092 por tonelada.
Com informações de Money Times