Usiminas lidera ganhos e CSN sofre maior queda do Ibovespa no 1º semestre de 2026

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São Paulo, 02/07/2026 – As ações da Usiminas (USIM5) avançaram 42,02% entre janeiro e junho, garantindo a melhor performance do Ibovespa no período. Na direção oposta, os papéis da CSN (CSNA3) recuaram 48,21% e registraram a maior baixa do principal índice da B3.

O que pesou sobre a CSN

Analistas atribuem a derrocada da CSN a uma combinação de fatores externos e internos. Segundo Rafael Passos, sócio da Ajax Asset, o início de 2026 foi marcado por:

  • Tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos a aço e alumínio brasileiros;
  • Juros elevados no cenário macroeconômico;
  • Demanda global fraca, especialmente na China;
  • Aumento dos custos de frete com a guerra no Oriente Médio;
  • Alavancagem elevada: a relação dívida líquida/Ebitda atingiu 3,4x no 1T26, com dívida líquida de R$ 40,5 bilhões.

Cerca de metade do Ebitda da holding é gerada pela CSN Mineração (CMIN3), que distribui dividendos mais robustos do que a matriz, fazendo parte dos investidores migrarem para a subsidiária.

Para Fabio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, a necessidade de vender ativos, como a divisão de cimentos, tornou-se urgente. Potenciais compradores avaliam a unidade entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, enquanto o controlador Benjamin Steinbruch busca R$ 13 bilhões a R$ 14 bilhões. Se a operação for concluída por R$ 12 bilhões, a dívida pode cair de 25% a 30%, estima o analista.

Por que a Usiminas subiu

No caso da Usiminas, o movimento foi o inverso. A companhia reportou lucro líquido de R$ 391 milhões no 1T26 e terminou o trimestre com net debt/Ebitda de -0,2x, indicando caixa líquido. Lemos destaca ainda:

  • Medidas antidumping adotadas pelo governo brasileiro, que sustentaram preços internos do aço;
  • Valuation considerado atrativo após os resultados trimestrais;
  • Mix de produtos mais rentável e balanço “limpo”, em palavras do analista.

O múltiplo preço/lucro (P/L) da Usiminas saltou de 12,2x no começo do ano para 14,4x. Já o P/L da CSN caiu de 9,7x para 7,4x.

Perspectivas

Entre os gatilhos futuros apontados pelos especialistas estão:

  • Para a Usiminas, possível estímulo adicional caso os Estados Unidos não renovem o acordo USMCA e a União Europeia mantenha sobretaxas ao aço importado;
  • Para a CSN, a potencial venda da divisão de cimentos pode reduzir a alavancagem e destravar valor para as ações.

Apesar da performance divergente no primeiro semestre, os analistas recomendam acompanhar ambos os papéis nos próximos meses, de olho em desdobramentos regulatórios e operacionais.

Com informações de Money Times

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